Brasília – A Câmara vota nesta segunda-feira, 20/02, às 18h, o projeto PL 73/99, da deputada Nice Lobão (PFL/MA) que reserva 50% das cotas nas universidades estaduais e federais aos estudantes da rede pública, inclusive a negros e indígenas proporcionalmente a presença destes segmentos na população de cada Estado.
O voto em plenário foi provocado por recurso do deputado Alberto Goldman (PSDB-SP), que, com o apoio da bancada do PFL, conseguiu o número de assinaturas suficiente para evitar que a matéria já aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça fosse direto para votação no Senado.
Enquanto isso, o ministro Fernando Haddad, da Educação, anuncia, um “consenso” para adoção de cotas em seis anos depois de uma reunião com a UNE, UBES, MSU (Movimento dos Sem Universidade) e Educafro. O “acórdão” como já está sendo chamado pelo Movimento Negro, está sendo contestado por lideranças das duas Marchas que, embora tenham tido audiência com o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foram excluídas de qualquer participação.
O advogado Humberto Adami e a historiadora Wânia Sant’Ana, do Rio – esta última integrante da Comissão recebida pelo Presidente na Marcha de 16 de Novembro – não reconhecem qualquer legitimidade no acerto.
A UNE, UBES e MSU são entidades consideradas da base de apoio do Governo Lula, no movimento dos estudantes, sendo que a UNE há mais de uma década é ocupada por dirigentes do PC do B. Em relação a Educafro, esteve presente na reunião por seu diretor executivo Frei David, porém, não tinha procuração para falar em nome do Movimento Negro.

Da Redacao