Rio – O jornalista Dojival Vieira, editor de Afropress lançou nesta sexta-feira, durante o Seminário Internacional sobre Mídia e Democracia promovido pela Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), uma campanha nacional de alerta para a defesa do direito à comunicação, que está sendo atingido com os ataques racistas a Afropress.
Os ataques, que tem dificultado o acesso no Brasil e no exterior, partem de bandos nazi-racistas, liderados pelo estudante Marcelo Valle Silveira Melo, do Curso de Letras da UnB. O estudante é réu confesso e está sendo processado pela Justiça de Brasília.
Dojival disse que, no caso da Afropress não é apenas a mídia negra que está sendo atingida; “Seus autores estão atingindo o direito à liberdade de expressão, o direito à Comunicação e ao Trabalho, garantidos em qualquer Estado Democrático de Direito”. A sociedade precisa reagir, porque hoje somos nós, amanhã quem serão os novos alvos desses bandos?”, pergunta.
Ele propôs que as e organizações da sociedade civil se manifestem sobre o caso enviando e-mails ao MP de Brasília em apoio as ações de investigação e pedindo Justiça. O processo tramita na 6ª Vara Criminal de Brasília. Também pediu o envio de mensagens a Delegacia de Crimes Raciais de S. Paulo.
Na mesa que debateu Mídias de Resistência, mediada pelo professor Giuseppe Cocco, da Rede Universidade Nômade, o representante da CUT, jornalista Celso Horta, Romano, da Rádio Aberta, e Cláudia Cardoso, da [email protected]ética, de Porto Alegre. Os trabalhos foram abertos por Márcio André, da organização do Seminário, representando a UFRJ.

Da Redacao