Brasília – A cantora negra brasiliense Juliana de Aquino, de 29 anos, é uma das vítimas do voo 447 da Air France que desapareceu no Oceano Atlântico na na noite de domingo, 31/05.
Juliana era cantora de musicais e volta para casa onde morava, em Stutigart, Alemanhã para estrear um novo espetáculo, depois de passar 20 dias de férias em Brasília com a família.
Ela se formou em canto na Universidade de Brasília (UnB). Em 2001, lançou seu primeiro CD. Dois anos depois, fez parte de uma montagem alemã do musical “Rei Leão”, na cidade de Hamburgo. Em 2008, fez o papel de Maria Madalena no musical “Jesus Christ Superstar”, na Áustria. Atualmente estava no elenco do musical “Wicked”, em Stuttgart.
Pressentimento?
Antes de as portas do Airbus da Air France se fecharem, Juliana ligou para o pai, Benedito Aquino. Como fazia habitualmente, avisou que, quando chegasse em Paris, ligaria novamente. De Paris seguiria para a Alemanha.
Segundo o pai, a cantora estava animada. Solteira, vegetariana, Juliana revelava na sua página no Orkut hábitos típicos de uma mulher de sua geração: assistia a seriados como Friends e ER, gostava de filmes como Ghost e integrava comunidades como Pequeno Príncipe, Brasília, Marisa Monte e Estouradores de Plástico Bolha.
Nesta segunda-feira, 1.º, logo depois de receber a notícia do desaparecimento do avião no qual Juliana havia embarcado, Benedito foi ao aeroporto de Brasília. Pela manhã, ele dizia ter esperanças de que o avião seria reencontrado. No fim da tarde, acompanhado da mulher e dois filhos, ele embarcou para o Rio. Assim como familiares de outros passageiros do avião, ele ficaria em um hotel reservado pela companhia aérea, onde teria acesso mais rápido a informações. O Airbuns continua desaparecido e as buscas continuam.

Da Redacao