Paraibano/MA – Por ter proibido o filho, na época menor de 21 anos, de casar-se com Elisiane Ferreira Alves, por esta ser negra, o casal José Ferreira de Morais e Joana Lopes de Sousa Morais, da cidade de Paraibano, interior do Maranhão, foi condenado a três anos de reclusão em regime aberto. A pena foi transformada em prestação de serviços à comunidade pelo mesmo período – três anos e mlta de dez dias, cada dia-multa equivalendo a um terço do salário mínimo.
A sentença do juiz substituto Rodrigo Costa Nina atendeu à ação penal proposta pelo Ministério Público de Paraibano. De acordo com a ação, o casal teria insultado a namorada do filho com expressões pejorativas, tais como que “não tinham filho para dar para uma negra casar”.
José e Joana devem prestar serviços em local designado pela prefeitura do município e de acordo com suas aptidões. Cumprirão atividades por oito horas semanais aos sábados, domingos, feriados. A medida inclui dias úteis em que não haja prejuízo do horário de trabalho de ambos.

Da Redacao