Porto Alegre – A Agência Afroétnica de Notícias (www.afropress.com) promove nesta quinta-feira (29/04), a partir das 19h30, a segunda rodada de conversas sobre a luta travada pelos advogados de Milena Freitas, viúva do soldador Beto Freitas, morto por seguranças do Carrefour numa loja da Zona Norte de Porto Alegre, em novembro do ano passado.

Os advogados Hamilton Ribeiro e Carlos Barata relatarão, desta vez para correspondentes internacionais, o que está ocorrendo nas tratativas com a empresa de hipermercados da França. Beto foi morto a chutes, pontapés e por asfixia por seguranças na véspera do Dia Nacional da Consciência Negra – 19 de novembro. Dos seis denunciados por envolvimento no crime, apenas dois continuam presos aguardando julgamento.

O Carrefour oferece pagar de indenização à viúva R$ 1 milhão – o mesmo que pagou às entidades ambientais pela morte da cadela Manchinha na loja da Avenida dos Autonomistas, em Osasco – S. Paulo, em novembro de 2.018.

Além de Ribeiro e Barata participarão da roda de conversas, mediada pelo editor de Afropress, o jornalista e advogado, Dojival Vieira, Brian Mier, jornalista e geógrafo, natural de Chigado, Estados Unidos, fundador do site Brazil Wire, o primeiro site de notícias em inglês sobre o Brasil e é correspondente da Telesur. Também integra a equipe da TV 247, como comentarista de política internacional, como ênfase na política nos Estados Unidos e na América Latina.

Também participarão da roda, André Moreira, advogado e ativista do movimento negro capixaba e dos Direitos Humanos, o correspondente de Afropress, em Nova York, Edson Cadette, e Richard Evandro Guterres Alves, representante da Frente Negra Gaúcha.

Richard é bacharel em Ciências Militares formado pela Academia Militar das Agulhas Negras, Mestre em Operações Militares pela Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais e Especialistas em Gestão da Cadeia de Suprimentos da Fundação Getúlio Vargas (foto).

O ressurgimento do Caso Beto Freitas acontece no momento em que nos EUA, o assassino de George Floyd, foi condenado pela Justiça e pouco depois da família anunciar ter feito um acordo extrajudicial em que o Estado de Minneapolis se comprometeu a pagar US$ 27 milhões – o equivalente a R$ 152 milhões de reais em valores do câmbio do dia.

Segundo os advogados Ribeiro e Barata, o Carrefour, na verdade está oferecendo menos do que o que aceitou pagar pela morte da cadela Manchinha, uma vez que, o R$ 1 milhão que oferece hoje à viúva à título de indenização é menos do que pagou pela morte da cadela, em Termo de Ajustamento de Conduta assinado com o Ministério Público de S. Paulo. O dinheiro foi destinado às entidades de defesa dos animais que se mobilizaram para denunciar a crueldade do ocorrido com o animal, morto a golpes de barra de ferro por seguranças.