Ilha da Madeira – O caso do estudante Marcelo Valle Silveira Mello, 20 anos, da UnB, o primeiro acusado por prática de racismo na Rede Mundial de Computadores, começa a repercutir fora do país. O Jornal da Madeira, da Ilha da Madeira, em Portugal, destacou a manchete: “Racismo na Internet gera primeiro processo na justiça brasileira”. Silveira Mello é também responsável pelo primeiro ataque a Afropress e está sendo investigado pelas ameaças feitas a jornalistas da Agência e pelos ataques subseqüentes.
Em matéria da Agência Lusa, o jornal lembra que o estudante deveria ter prestado depoimento este mês, porém alegou incidente de sanidade mental, provocando a suspensão provisória do processo.
A realização dos exames de sanidade mental pelo Instituto Médico Legal de Brasília deverá ocorrer em 45 dias, prorrogáveis por mais 45, segundo o promotor Marcos Antonio Julião, do Ministério Público do Distrito Federal. Se condenado nas penas previstas na Lei 7.716/89, Silveira Mello poderá pegar penas que variam de 2 a 5 anos em cada um dos três delitos de que é acusado.
No Brasil, além da “Folha” e de “O Globo”, os jornais o “Estado de S. Paulo” e “Jornal da Tarde” deram destaque ao caso. Sob o título “Racismo na Internet chega à Justiça”, os jornais do Grupo Estado, em matéria da repórter Lisandra Paraguassú, reproduzem as mensagens postadas pelo estudante em que chama os negros de “macacos burros”, “subdesenvolvidos”, “urubus” e “ladrões” entre outras ofensas.

Da Redacao