Lajes/SC – Um ato público promete marcar mais uma ação de combate ao racismo no mercado de trabalho. Desta vez, o ato será realizado em julho próximo em Lages, no Planalto Catarinense. Integrantes do movimento negro local e da Caravana Anti-Racismo, coordenada pelo vereador florianopolitano Márcio de Souza (PT) irão para a porta da empresa Madepar exigir que a mesma se retrate e combata ações racistas.
De acordo com o parlamentar, a empresa irá responder na justiça pela prática de ato racista, assédio moral e sexual contra a funcionária Raíssa. A trabalhadora, destaca o vereador, registrou dois boletins de ocorrência policial contra a empresa. O primeiro boletim foi registrado em agosto de 2006 e o segundo no dia 27 de fevereiro último.
Nas duas ocorrências, Raíssa declarou-se vítima de assédio sexual, moral e também de racismo. O caso veio à tona durante visita da Caravana Anti-Racismo pela cidade. O caso, segundo o vereador Márcio de Souza, será encaminhado ao judiciário catarinense por um advogado já constituído pelos componentes da Caravana e ainda a empresa deverá ter seu nome encaminhado para o grupo das empresas que praticam ações racistas. A denúncia contra a Madepar, empresa do setor madereiro, já está protocolada na Delegacia Regional do Trabalho de Lages.
O caso que envolve a empresa Madepar não é o primeiro registrado em Santa Catarina. O vereador Márcio de Souza informa também que, recentemente, a Seara, empresa que atua na área de produção de gêneros alimentícios, foi condenada em primeira instância pela justiça catarinense a indenizar em R$ 10 mil um funcionário vítima de racismo no interior da empresa.
Em 1996, um caso polêmico também chamou a atenção não só dos catarinenses, mas também dos brasileiros. Um empregado da Eletrosul fora demitido por prática de racismo. O mesmo recorreu ao Judiciário e foi readmitido pela empresa.
Reportagem:

Da Redacao