S. Paulo – A quarta edição do Prêmio “Educar para a Igualdade Racial”- Experiências de Promoção da Igualdade Racial-Étnica no Ambiente Escolar” foi apresentado nesta quarta-feira (28/11), às 08h30, no auditório do Banco Real (Av. Paulista). O objetivo do Prêmio é incentivar as ações educacionais que promovam diversidade racial, com o objetivo de sensibilizar e subsidiar profissionais da educação na inclusão social de crianças de diferentes etnias.
O Centro de Estudos das Relações do Trabalho e Desigualdade (CEERT) e o Banco Real – junto com os demais parceiros – vão concentrar esforços na valorização de investimento na primeira infância. Por isso, na edição de 2008 do prêmio Educar para a Igualdade Racial participarão os professores de escolas de Educação Infantil e Ensino Fundamental (1ª a 4ª séries), que vão poder inscrever seus projetos e experiências.
Foi criada a categoria Escola para incentivar e apoiar ações institucionais que valorizem a diversidade na sala de aula. “Com isso queremos dimensionar e encorajar experiências assumidas pela escola como compromisso da própria instituição, para além das iniciativas individuais. O trabalho de implementação institucional de cada experiência conduzida nas escolas certamente será mais profundo e eficaz”, explica Maria Aparecida Bento, diretora do CEERT, coordenadora do Prêmio e uma das mais importantes ativistas de movimentos raciais.
Histórico da premiação
O prêmio “Educar para a Igualdade Racial” foi idealizado em 2001, com objetivo de mapear as práticas escolares voltadas para o tratamento da temática racial. A experiência demonstrou um empenho dos professores, para que os alunos entendessem a importância do tema “diversidade humana”, na construção de um país mais igualitário, justo e cidadão. Por isso, há necessidade de incluir esse esforço nos projetos político-pedagógico, mas faltava identificar de que forma a temática pluralidade étnico-racial, de cultura e religião estava sendo difundida na sala de aula.
As questões relevantes que envolvem esse tema tiveram respostas a partir de 2002, quando o CEERT instituiu a primeira edição do prêmio, com objetivo de mapear, analisar, sistematizar e divulgar as práticas educacionais.
Na primeira edição foram inscritos professores de Educação Infantil, Ensino Fundamental 1 (1ª a 4ª série) e Ensino Fundamental 2 (5ª a 8ª série), de todo o País. Já na segunda edição foi incluída a categoria Ensino Médio.
Sempre em evolução, o terceiro prêmio foi marcado por importantes alterações – estruturais e formais. A principal delas veio com as mudanças na LDB, por meio da introdução da lei 10.639/2003, que incluiu o ensino da história da África e da cultura afro-brasileira no currículo escolar. Mudanças que permitiram uma reflexão mais aprofundada do novo cenário educacional.
“Nessa quarta edição, nosso propósito é reconhecer o esforço do professor e também da direção da escola, para que novas ações se transformem em políticas públicas de educação para São Paulo, estado que possui a terceira maior rede de ensino público do mundo, com mais de cinco milhões de alunos, trezentos mil professores e seis mil instituições de ensino público”, explica Prof. Maria aparecida Bento, do CEERT- Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades, ONG que há 17 anos atua na área da diversidade, com foco em raça e gênero, produzindo diagnósticos e implementando projetos.

Da Redacao