S. Paulo – Trinta e duas empresas, entidade sindicais e organizações do Terceiro Setor do Movimento Negro e de Mulheres cumpriram a exigência da entrega do Relatório prevista no Decreto 47.911/06, da Prefeitura de São Paulo, que criou o Selo Diversidade no Trabalho – Cidade de S. Paulo, instrumento de incentivo à superação da discriminação étnico-racial e de gênero. Paulo. O total equivale a cerca de 80% das que receberam o Selo pela primeira vez, em março deste ano.
Em São Paulo, pesquisas da Fundação Seade e do DIEESE demonstram que negros e mulheres ganham, em média, metade dos salários de não negros e de homens. No caso da mulher negra, a situação é ainda pior.
O Selo vai para sua segunda edição, em 2.008, e já foi replicado em Salvador e no Estado de S. Paulo, por decreto do governador José Serra. No Estado, está em fase de implantação.
Relatórios
Entre as empresas privadas que apresentaram o relatório sobre o Plano de Ação implementado durante 2007, estão a Fersol, a Camisarias Colombo e a Gelre. A Fersol tem uma política de recursos humanos que privilegia a diversidade, contemplando nos seus quadros negros e mulheres com percentuais superiores a 30%, inclusive nos cargos de direção. A Camisarias Colombo foi a empresa pioneira na adoção da política de cotas para negros, por força de acordo coletivo assinado pelo Sindicato dos Comerciários de S. Paulo.
O Metrô de S. Paulo, a Anhembi Turismo (SPTuris), Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e a São Paulo Transportes (SPTrans), empresas públicas do Estado e do Município, também aderiram ao Selo e mostraram interesse em manter as ações iniciadas para a segunda edição, ampliando as suas políticas de valorização da diversidade. No caso do Metrô, entre outras ações, a Companhia incluiu a valorização permanente da Diversidade no seu planejamento estratégico até 2.010.
Entre as entidades sindicais pioneiras na luta por cotas e ações afirmativas, o Sindicato dos Comerciários de S. Paulo, presidido pelo sindicalista Ricardo Patah, de acordo com o relatório apresentado, não apenas desenvolveu ações para valorizar a diversidade, mas também se engajou na luta pela aprovação do Estatuto da Igualdade Racial, fazendo parte da direção do Fórum SP da Igualdade Racial, que propõe a mobilização da sociedade para aprovar o projeto em tramitação na Câmara Federal. Também o Sindicato dos Padeiros de São Paulo, e o SindSaúde – Sindicato dos Trabalhadores Públicos da Saúde, no Estado de São Paulo, participam da iniciativa.
O Ceert – Centro de Estudos das Relações do Trabalho e Desigualdades – dirigido pela professora Maria Aparecida Bento – e a Presença da América Latina, dirigida por Oriana Jara.
Visitas
Como parte do esforço para ampliar o número de empresas na edição de 2008, o Secretário do Trabalho Geraldo Vinholi, esteve na semana passada reunido com a diretoria do Sindicato dos Trabalhadores na Saúde e com o presidente da Anhembi Turismo, Caio de Carvalho, que se comprometeram a divulgar a iniciativa entre os seus fornecedores.
Vinholi também já decidiu que a partir de 2008, o Selo será critério para as empresas que contratam produtos e serviços na Secretaria do Trabalho e determinou a sua assessoria jurídica que encontre a forma para que a medida seja adotada.
O Selo Diversidade no Trabalho – Cidade de São Paulo foi idealizado pelo editor de Afropress, jornalista Dojival Vieira, que preside a Comissão Intersecretarial de Monitoramento e Gestão da Diversidade da Secretaria do Trabalho.

Da Redacao