S. Paulo – O costureiro Clodovil Hernandez, que acaba de se eleger deputado federal pelo PTC/SP, voltou a fazer declarações racistas contra negros e judeus em entrevista concedida a Rádio Tupi, do Rio, provocando revolta na Federação Israelita que entrou com interpelação judicial contra ele.
Clodovil já responde a dois processos criminais no Tribunal de Justiça de São Paulo, que tiveram como origem uma queixa-crime da vereadora Claudete Alves (PT-SP), chamada por Clodovil de “macaca de tailleur metida à besta”, no programa de TV “A Casa é Sua”, da rede TV, em 2004. Ele também acusou os judeus de terem manipulado o holocausto. Não satisfeito, fez a seguinte declaração ao explicar porque não tem vontade de conhecer os EUA. “Na última vez que tive lá tinha um crioulo, no sentido pejorativo mesmo, cheio de complexo por coisas dele, eu não tenho nada com isso, que implicou comigo na Alfândega”.
Referindo-se aos atentados do 11 de setembro, o costureiro-deputado que teve quase 500 mil votos nas eleições, afirmou. “As pessoas são induzidas a acreditar. Quando houve aquele incidente com as torres gêmeas lá não tinha americano nenhum e nem judeu Evidente que foi (armado) pelos próprios americanos, não seja idiota, é como o holocausto, você acha que não tinha nenhum judeu manipulando isso por debaixo do pano?”, acrescentou.
Os deputados Walter Feldman (PSDB/SP) e a Federação Industrial do Estado do Rio (FIERJ) reagiram às declarações. Feldman prometeu ser implacável com as atitudes racistas do deputado. O presidente da Federação Israelita do Rio, Osias Wurman ficou indignado: “Não acreditei que ele fosse tão preconceituoso, principalmente porque pertence a uma minoria que também sofre preconceito”, afirmou.

Da Redacao