Porto Alegre/Piracicaba/Curitiba – Fundada por negros alforriados em 31 de dezembro de 1872, o Floresta Aurora, como é tradicionalmente conhecido pela comunidade negra gaúcha, passou a existir com caráter assistencialista: arrecadava fundos para o sepultamento de negros. Uma das primeiras líderes da entidade foi a escrava Maria Chiquinha. Ela organizava as reuniões em uma casa localizada no bairro Floresta, próximo ao centro de Porto Alegre. 

As mudanças de endereço sempre foram constantes. O Floresta Aurora já teve sede no bairro Cidade Baixa, depois seguiu para a zona sul, bairro Cristal, de onde também teve de sair por causa da especulação imobiliária. Em 1998 instalou-se na área do bairro Pedra Redonda, de onde também terá que se mudar até junho deste ano.

A pressão da especulação imobiliária foi decisiva para que tivesse de deixar sua sede atual sede no bairro Pedra Redonda, onde estava desde 1.998. Segundo a presidente da entidade, Eunice Maria da Silva, o Clube vinha sendo pressionado a instalar isolamento acústico por conta de reclamações de moradores da região do entorno. As queixas constantes levaram a multa de R$ 104 mil.

O Treze de Piracicaba

A Sociedade Treze de Maio surgiu como Sociedade Beneficente Antonio Bento, no dia 19 de maio de 1.901, em Piracicaba, fundada por um grupo de negros com o objetivo de comemorar a Abolição. Em 1.908 passou a se chamar Sociedade Beneficente Treze de Maio. Seus membros eram, na sua maioria ex-escravos.

Segundo o historiador negro Noedi Monteiro, figuras de expressão na sociedade piracicabana ajudaram a entidade a se erguer e não só da cidade: o ex-governador de S. Paulo Ademar de Barros é citado pelo historiador como um dos que contribuíram com o Treze de Maio.

A Sociedade de Curitiba

A história da Sociedade Beneficente Treze de Maio de Curitiba nasce em 1.888, ano da Abolição, quando um grupo de negros paranaenses recém libertos se reúne para fundar a entidade com o objetivo de agregar ex-escravos e ajudá-los com auxílio médico-hospitalar, financeiro, educativo, social e funeral.

Eles formaram uma caixa conjunta com contribuições voluntárias dos associados e garantiam o mínimo de assistência e segurança, extensiva às famílias. Segundo historiadores, ofereciam desde serviços médicos até espaços permanentes de alfabetização de jovens e adultos.O auge da entidade aconteceu entre os anos 1930 e 1.940, com a expansão do quadro de associados e com maior visibilidade.

Anistia

Na Câmara de Curitiba, preocupada com o fim da entidade, os vereadores Josete, do PT, e Algaci Túlio e Zé Maria, respectivamente do PMDB e do PPP, apresentaram projeto concedendo a isenção e a anistia das dívidas referentes ao IPTU do imóvel.

No projeto os parlamentares destacam a importância histórica e cultural da Sociedade Treze de Maio na atuação em defesa da comunidade afro-descendente de Curitiba.

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Da Redacao