Rio – A Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro (Cojira/SJPMRJ) promove a leitura crítica da mídia e o papel da mulher negra no conto carioca em duas rodas de conversas que lembram aos 66 anos da promulgação da Declaração Universal dos Direitos Humanos pela Organização das Nações Unidas em 10 de dezembro de 1948.

Além destas palestras seguidas de debates, serão exibidos alguns vídeos relacionados ao tema geral do seminário “Questão Negra e Direitos Humanos: leituras e leituras” em três sessões, sendo a primeira às 10h, a segunda às 14h e a terceira às 18h30.

A primeira roda de conversa começa às 15:45h com as jornalistas Silvana Bahia do Observatório de Favelas e Cecília Oliveira, coordenadora de comunicação do Law Enforcement Against Prohibition – LEAP Brazil. Com mediação do membro da Cojira Miro Nunes, o tema é a relação entre o racismo e a violência na cobertura jornalistica e a abordagem sobre as altas taxas de letalidade entre os jovens negros (pretos e pardos) pela imprensa no país.

Na ocasião, serão comentados os dados do levantamento “Direito à Comunicação e Justiça Racial”, do Observatório de Favelas, que estudou a cobertura da temática racial por 118 veículos de comunicação alternativos e comunitários.

A segunda roda de conversa, às 19h30, abordará o papel da mulher negra no conto carioca a partir da leitura que a professora Ana Gomes faz do trabalho da escritora Lia Vieira, ambas presentes e sendo acompanhadas pela jornalista e também escritora Angélica Basthi, membro da Cojira, que mediará este debate.

Serviço

Seminário “Questão Negra e Direitos Humanos: leituras e leituras”

Com entrada franca e fornecimento de certificado de presença mediante presença nas rodas de conversa e em uma das sessões de vídeo.

9h30 – Início com café e a primeira sessão de vídeos (“Choro e Ladainha”, de Antonio Pompeo; “O papel e o mar”, de Luiz A. Pillar; ” Neguinho e Kika” de Luciano Vidigal ; entrevista com a professora estadunidense e ativista histórica pelos direitos civis, Angela Davis, concedida à TV Brasil em julho deste ano, até às 12:30h.

14h – Segunda sessão com o filme “A Ilha dos Escravos” dirigido por Francisco Manso e que conta a história de uma revolta, com a participação de negros escravizados, na então ilha de Cabo Verde em 1834, tendo como motivo as lutas entre os herdeiros do trono português, Dom Miguel e Dom Pedro IV ( que antes tinha sido o Imperador Dom Pedro I no Brasil).

A produção não foi veiculada em cinemas no Brasil e trata da manipulação da população dominada pelos colonizadores e suas disputas internas pela tomada do poder. O filme tem no elenco os atores brasileiros Milton Gonçalves, Zezé Motta, Jorge Coutinho e Vanessa Giácomo, e é uma co-produção Cabo Verde/Portugal/Espanha/Brasil de 2008.

Em seguida, às 15:30h exibição do curta-metragem “Alma no Olho” (1973) considerada uma obra-prima do cinema brasileiro e dirigido e interpretado por Zózimo Bulbul.

15h45 – Roda de Conversa I : Leitura Crítica da Mídia. Participam desta roda de conversa as jornalistas Silvana Bahia do Observatório de Favelas e Cecília Oliveira, coordenadora de comunicação do Law Enforcement Against Prohibition – LEAP Brazil. A mediação é do jornalista Miro Nunes, da Cojira.

18h – Segunda sessão com lanche e em seguida os vídeos ” Minha Cara, Bela Cara, Cara Preta de Mulher” e ” Resfa” ambos de Ana Cristina Gomes ; “Carolina” de Jefferson De.

19h30 – Roda de Conversa II: Mulher negra no conto carioca. Participam desta roda de conversa professora Ana Gomes, a escritora Lia Vieira e a jornalista e escritora Angélica Basthi, membro da Cojira.

 

Da Redacao