S. Paulo – O juiz negro José de Andrade Neto, 35 anos, vítima de racismo, no qual é acusado o coronel da PM Antonio Chiari, depõe nesta segunda-feira, 20/02, na 4ª Seccional da Polícia Civil de S. Paulo. Os insultos e ofensas racistas entre as quais “pele de cor de merda”, foram ditas pelo coronel depois de receber cartão amarelo num jogo apitado pelo juiz negro, em dezembro passado.
Em diálogo mantido na semana passada, o juiz ouviu do coronel Reynaldo Pinheiro Silva, diretor de Esportes da Associação de Oficiais da Polícia Militar de S. Paulo, o aviso: “Agora Vale tudo”.
O “vale tudo” anunciado já começou. Veja a incrível seqüência dos fatos ocorridos nos últimos 15 dias.
7 de fevereiro – João Poloni Junior, testemunha de Andrade, é dispensado da função de estagiário pelo Departamento de Esportes do clube. Motivo:
irresponsabilidade no trabalho;
9 de fevereiro – circula pela internet um fraudulento pedido de doações em dinheiro para manter Andrade “alimentado e em segurança”;
Segunda-feira, dia 13/02 – Andrade é convidado a depor na Corregedoria da
PM;
Terça-feira, 14/02 – Andrade é convocado a depor à Comissão de Inquérito da AOPM;
Quinta-feira, 16/02 – Andrade é informado verbalmente pelo Departamento de Esportes do clube que deverá ser afastado da função de professor de futebol até apresentar documentação do Conselho Regional de Educação Física (Cref);
Sexta-feira, 17/02 – Andrade recebe comunicado por escrito de seu afastamento (sem prazo definido) para outra função (indefinida). Deverá bater ponto normalmente e receberá vencimento integral.

Da Redacao