Brasília – A Comissão nomeada pelo reitor Thimothy Mullholhand, da Universidade de Brasília, ouve nesta quarta-feira, 16/08, às 9h, o estudante do Curso de Mestrado em Ciências Políticas, Gustavo Amora, o principal denunciante no caso do professor Paulo Kramer, acusado de racismo por alunos.
A Comissão é integrada pelos professores Carla Costa Teixeira, da Antropologia, José Leonardo, da Física, e presidida pelo professor Alexandre Bernardino, do Departamento de Direito. O processo administrativo disciplinar tem prazo de 30 dias, prorrogáveis por mais 30, para ser concluído.
Kramer, que é consultor político do Congresso Nacional, é acusado de ter se referido pejorativamente aos negros como “crioulada” e de ter chamado Amora de “negro racista” e membro da “Ku Klux Klan negra”, em sala de aula.
Se for condenado no processo administrativo, as penas podem ser de advertência, suspensão ou exoneração do cargo que ocupa na Universidade.
O professor pode ainda ser processado criminalmente pelo estudante que se sentiu ofendido, com base na Legislação do país que considera racismo, crime inafiançável e imprescritível.

Da Redacao