S. Paulo – A decisão do juiz da 16a. Vara Cível de Porto Alegre de homologar o acordo entre o Carrefour, a Educafro e o Centro Santo Dias – as duas entidades de São Paulo que, sem procuração, foram aceitas como porta-vozes e representantes das centenas de outras existentes no país – deixa sem resposta muitas perguntas.

A principal delas: onde foram parar os R$ 1,6 milhão que faltam para completar os R$ 120 milhões anunciados para o acordo, em comunicado do Carrefour aos seus acionistas?

O Comunicado de 09 de junho, sob o título “Fato Relevante” é assinado pelo Diretor vice-presidente de Finanças e Diretor de Relações com Investidores, Sébastien Durchon.

Garante que R$ 120 milhões foram “já majoritáriamente provisionados pela companhia, a serem desembolsados nos próximos anos em relação ao evento ocorrido na loja do Carrefour localizada no Passo D’Areia, em Porto Alegre, no dia 19 de novembro de 2020”.

Pelo acordo celebrado por meio do TAC, o Carrefour se comprometeu a pagar só R$ 115 milhões. Com os R$ 3,4 milhões fixados pelo juiz à título de honorários para os advogados da Educafro, ficam faltando R$ 1,6 milhão, cujo destino até o momento se desconhece.