Brasília – A aplicação de políticas afirmativas na área de comunicação social foi um tema paralelamente debatido na II CONAPIR. A iniciativa partiu de um grupo de jornalistas recebido pelo ministro da Igualdade Racial, Edson Santos.
Dojival Vieira, editor da Afropress, advertiu que a grande imprensa não fez a cobertura da II CONAPIR, assim como não deu espaço para reportagens relacionadas à I Conferência, realizada em 2005.”Não temos visibilidade na mídia”, resumiu.
A intenção é garantir a interlocução com a SEPPIR para, a partir da criação de um grupo de trabalho, elaborar agenda em torno de ações que atendam às demandas específicas da população negra.
Após o encontro com o ministro, foi realizada reunião com a presença de profissionais da imprensa e comunicadores populares. Entre os temas discutidos, a importância de inserir a temática racial na I Conferência Nacional de Comunicação, marcada para 1 a 3 de dezembro em Brasília.
De acordo com Sionei Leão, integrante da Comissão de Jornalistas Pela Igualdade Racial do Distrito Federal (COJIRA/DF), o próximo passo é marcar audiência com a direção da SEPPIR para dar continuidade aos trabalhos.
Josué Franco Lopes – que desenvolve projeto de rádios comunitárias para quilombolas e é da coordenação da Associação Brasileira de Radios Comunitárias – considerou estratégica a articulação dos comunicadores negros que participaram da Conferência como delegados, convidados, observadores ou como representantes da mídia étnica engajada na cobertura do evento.

Da Redacao