Sidney – A Austrália entra nesta quinta-feira no quarto dia marcado por confrontos racistas envolvendo jovens brancos e a comunidade árabe, em especial libaneses, iniciados no último fim de semana em Sidney e que se alastraram por várias cidades. Os incidentes começaram domingo passado quando cerca de 5 mil banhistas cercaram um grupo de jovens de aparência árabe numa praia perto de Sidney e tentaram agredi-los. A tentativa de agressão foi seguida de quebra-quebra nos subúrbios da cidade.
A origem dos confrontos teria sido a agressão sofrida por dois salva-vidas por homens descritos como de origem libanesa há cerca de 15 dias.
A exemplo do que aconteceu na França, no mês passado, dezenas de carros foram destruídos e o número de feridos já passa de 50, além de dezenas de presos. Em Sidney o governo deu novos poderes à Polícia para controlar a onda de distúrbios como a proibição de bebidas alcoólicas em áreas de turbulência.
Nesta quinta, 15/12, o Poder Legislativo votará um pacote de medidas que incluem o bloqueio do acesso aos subúrbios e o aumento das penas de prisão para os envolvidos em tumultos de cinco para quinze anos.
Famílias de origem árabe estão sendo atacadas por grupos de homens brancos, além de agredidas verbalmente com xingamentos racistas, de acordo com a rádio Australian Broadcasting.
Em Adelaide um motorista de táxis libanês foi agredido a socos por um passageiro enfurecido.
A rivalidade entre australianos brancos e a comunidade libanesa não é nova, porém, aumentou a partir de 2.002 quando mulheres brancas foram estupradas por uma gangue de libaneses. O líder da gangue foi condenado a 55 anos de prisão e cumpre pena.
Os árabes são menos de 1% da população da Austrália contra 92% de brancos de origem caucasiana.

Da Redacao