S. Paulo – O custo estimado do Congresso Nacional de Negros e Negras do Brasil, que está sendo convocado pelo Movimento Negro Unificado (MNU), Coordenação Nacional de Entidades Negras (CONEN) e União dos Negros pela Igualdade (UNEGRO), é de R$ 3.329.730,70, e as lideranças dessas entidades pretendem levantar esses valores, especialmente junto ao Estado e empresas estatais. A captação deverá ser iniciada após uma reunião que está sendo agendada com o ministro Luiz Soares Dulce, Secretário Geral da Presidência.
A informação consta da ata da reunião da comissão executiva do Congresso e foi confirmada por Edson França, dirigente da UNEGRO, à Afropress. Segundo França, a captação de recursos será feita no “Poder Público, estatais, na iniciativa privada e nas agências internacionais”. Dulce será procurado porque ele é o responsável, no Governo, pela interlocução com os movimentos sociais. O Congresso tem sessão de abertura prevista para o dia 23 de março, em Belo Horizonte.
Embora afirme que também serão procuradas empresas privadas, França assegura que o Estado deve ser o interlocutor principal. “Já contatamos a pessoa responsável, iremos dar o “start” logo que definirmos o planejamento financeiro do Congresso – objeto da próxima reunião da Comissão Executiva”. A reunião acontecerá neste final de semana, também em BH.
Ele acrescenta que a interlocução com o ministro Dulce é uma decisão do Governo Lula de aperfeiçoar o diálogo com os movimento sociais, visto que, inegavelmente, segundo ele, setores expressivos dos movimentos garantiram a reeleição.
“Como é de conhecimento da maioria da militância, logo após a vitória de Lula, estabeleceram (sic) que nesse Governo (2006 a 2010) iriam aperfeiçoar o diálogo com os movimentos sociais”, afirmou.
Mesmo assim, ele diz que a autonomia do Congresso está garantida. “Não há espaços para perca (sic) de autonomia ou cooptação em um processo da magnitude que será o Congresso Nacional de Negras e Negros do Brasil. Ademais os recursos do Estado nos pertencem, não precisamos nos vender para obtê-lo, vamos para o lado da política”, finalizou.

Da Redacao