Salvador – Cerca de 250 ativistas católicos negros de dez Estados participam desde quinta feira do V Congresso Nacional das Entidades Católicas (CONENC), no Colégio Marista, no bairro do Canela, em Salvador.
O Congresso termina no domingo com o encaminhamento e votação de propostas. Na manhã desta terça feira, o deputado Luiz Alberto, novo secretário de Promoção da Igualdade Racial, da Bahia, e Jutair Moraes, representando o deputado estadual Yulo Oitica (PT), fizeram análise de conjuntura sobre a questão racial e as iniciativas tomadas pelo Governo federal, bem como defenderam uma pauta comum em torno da questão racial no Brasil para se atacar frontalmente o problema do racismo.
Logo após a fala dos dois, falou o Pe. Jurandir, da Pastoral Afro Nacional, representando a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Na parte da tarde, foram iniciados os trabalhos de grupo, estudo de documentos e discussão de propostas, bem como oficinas para o aprofundamento do debate sobre os seguintes temas: Identidade Negra; Trançado e Trança; Liturgia Inculturada; Juventude Negra – suas atuações e organizações; Políticas de Ações Afirmativas e as Comunidades Rurais Quilombolas; Políticas de Ações Afirmativas na Educação (Lei 10.639/2003), além de Saúde da População Negra e Organização da Pastoral Afro Brasileira
Os Estados que participam do Congresso são Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Rio, Minas, Tocantins, Pará, Bahia, Maranhão, Pernambuco, porém, as Pastorais Afro existem em todos os Estados da federação.
Segundo o Assessor de Comunicação do Congresso, Dirceu do Socorro Pereira, o grande centro da discussão no Congresso é a identidade e missão da pastoral Afro. “O objetivo é fortalecer as ações da Pastoral nas comunidades a nível de Brasil, bem como mobilizar as comunidades para a comemoração dos 10 anos da Campanha da Fraternidade sobre o Negro, que foi em 1.998”, afirmou.
Foi feito um informe sobre isso, se articulando com as entidades nos seus Estados
O Congresso também deverá fazer duas homenagens especiais: a primeira ao padre José de Souza Pinto, um artista plástico que se envolveu numa polêmica nacional por celebrar missas em estilo afro e acabou sendo afastado da Paróquia da Lapinha; e outra ao bispo negro emérito de Bonfim, Dom Jairo Rui Mattos, que faleceu na semana passada, em 12 de janeiro.
Para a noite de sexta-feira foi programada uma celebração inter-religiosa com a participação de representantes de todas as religiosas, inclusive, as religiões de matriz africana.

Da Redacao