Vitória – O Movimento Negro capixaba não abre mão de cotas para afrodescendentes e indígenas e essa decisão será apresentada ao reitor Rubens Rasseli, na reunião já marcada para esta segunda-feira, às 17h. Segundo Gilberto Batista Campos, do Instituto de Estudos da Cultura Negra Elimú, o projeto da Comissão Pró-Cotas da UFES, rejeitado pela Câmara de Graduação que reservava 52% das vagas para oriundos da escola pública, sendo 26% para negros, 25% para alunos da rede pública e 1% para indígenas, reflete a posição do Movimento.
“Cota para negros é inegociável. É a única forma de reparar a discriminação histórica sofrida pelos negros desde a escravidão”, afirmou Campos, lembrando que os dados revelam que há um percentual de 2% de negros nas universidades públicas, enquanto o percentual de afrodescendentes ultrapassa 50% na sociedade. “Precisamos participar da produção científica. O negro não está na escola, mas sendo aliciado para o crime”, acrescentou.
Com o impasse criado com a rejeição, a decisão final foi adiada para uma outra reunião já marcada para o dia 08 de maio, quando serão discutidas propostas de outros 12 modelos em debate.
Entre as propostas apresentadas por coordenadores dos colegiados de Cursos da UFES, o ponto em comum é o reforço de critérios sócio-econômicos. Há também uma proposta que condiciona as cotas aos candidatos negros que acertarem, no mínimo, 30% das questões do Vestibular.

Da Redacao