Santo André – O pró-reitor de Pós-Graduação da Universidade Federal do ABC (UFABC), professor Armando Milioni, tem a expectativa de que o rendimento dos alunos cotistas negros e indígenas durante a graduação seja até mesmo superior ao dos demais alunos.
A tese defendida pela direção da Universidade se baseia no fato de que no primeiro vestibular da instituição, candidatos cotistas tiveram praticamente o mesmo desempenho dos demais inscritos: a nota média do primeiro grupo foi 61,1, enquanto a do segundo foi 67,1, uma diferença inferior a 10%.
Segundo a direção da UFABC se em condições muito inferiores de preparação os alunos da rede pública cotistas conseguiram rendimento parecido com os da escola privad ano vestibular, em condições iguais na gradução, eles devem ultrapassar o rendimento dos alunos não cotistas.
A instituição destinou 50% das suas 1.500 vagas a alunos provenientes da escola pública, com uma subcota para negros e indígenas. Se o sistema não tivesse sido adotado 158 dos 750 estudantes não teriam tido acesso à Universidade.
Segundo os dados divulgados pela Universidade a nota máxima dos aprovados não cotistas foi 88,8 contra 84,6 dos cotistas. A nota mínima dos não cotistas foi 58,3 contra 53,7 dos cotistas, diferenças consideradas praticamente insignificantes.

Da Redacao