Rio – O advogado Humberto Adami, presidente do Instituto de Advocacia Racial e Ambiental (IARA), saiu em defesa do Editorial de Afropress “As lições da vitória de Obama e a síndrome do puxadinho” – alvo de críticas por parte do cientista social Carlos Alberto Medeiros, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).
O Editorial passou a ser alvo das críticas, depois de ter sido citado, inclusive com reprodução de parte do texto, na coluna mantida pelo jornalista e escritor Zuenir Ventura de “O Globo” desta semana.
“Acho muito bom o texto, muito bom que o Zuenir o tenha citado, e quero mais uma vez registrar a dificuldade que temos de enxergar o bom, o perfeito, no outro, que não sejamos nós mesmos”, disse Adami, em mensagem a Medeiros pela lista Discriminação Racial que coordena na Internet.
“O texto do Dojival estava perfeito antes do Zuenir falar sobre ele. Aliás, o texto esteve disponível para comentários e poucos fizeram, e não é porque foi referido pelo Zuenir, que mudou, ficou mais ou menos importante”, afirmou.
Para Adami as críticas do Editorial às auto-proclamadas lideranças negras são justas. “Há auto-proclamandos “lideres do movimento negro” que não tem nenhum liderado seguindo, ou pessoas que não tem nenhuma liderança, e que nem por isso deixam de se intitular líderes. Esses líderes tem perdido enorme espaço do que entendiam que tinham, não tem qualquer interseção política, e vivem a vagar de assunto oufato até o próximo. São líderes deles mesmos. Reclamar, não adianta pois são os que temos mesmos, e com estes é que teremos que trabalhar”, concluiu.

Da Redacao