Brasília – O presidente da Federação Nacional e Cultura Afro-Brasileira (FENATRAB) e do Conselho de Ministros do Instituto Latino-Americano de Tradições Afro-Bantu (ILABANTU), jornalista e sacerdote de Candomblé Congo/Angola, Walmir Damasceno (Tata Kwa Nkisi Katuvanjesi), está em Brasília para participar do Seminário Território das Matrizes Africanas no Brasil – Povos Tradicionais de Terreiro, promovido pela SEPPIR nesta quarta e quinta-feira (14 e 15/12).
Damasceno, que foi o primeiro líder da sociedade civil a tornar pública sua insatisfação com o papel que vem sendo exercido pela SEPPIR na atual gestão, também participou no final do mês passado, em S. Luis, no Maranhão, da I Oficina Nacional para a Elaboração de Políticas Públicas de Cultura para Povos Tradicionais de Terreiro, promovida pelo Ministério da Cultura, e que contou com a presença da ministra Anna de Holanda na abertura.
O sacerdote usou a metáfora que era comumente usada pelo ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva para dizer que “nunca na história desse país, o Governo tratou com tanta coerência e preocupação no tratamento com o povo de matriz africana”.
“O chamamento feito aos povos de comunidades tradicionais de terreiros por parte do Ministério da Cultura, enquanto instituição de Governo, se traduz na reparação de um erro histórico porque passam e ainda vivem as religiões de matrizes africanas, patrimônio genuinamente brasileiro”, afirmou referindo-se a Oficina realizada em S. Luis.
Damasceno também fez questão de frisar que o convite da SEPPIR para participar do Seminário em Brasília (a ministra Luiza Bairros não esteve na Oficina no Maranhão), não muda sua posição crítica em relação à gestão da SEPPIR.

Da Redacao