S. Paulo – O Mapa da Violência lançado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), com os dados mais recentes mostra que o número de homicídios entre jovens de 15 a 24 anos cresceu 88,6%, contra uma média geral de 62,3%. Apenas no ano de 2002 foram registrados mais de 2,5 mil mortes de pessoas nessa faixa etária. Os negros são as maiores vítimas.
Na população afrodescendente a taxa de assassinatos de jovens negros é de 68,4 mortos por cem mil habitantes, 74% maior que a média de brancos da mesma idade – 39,3. O Rio apresenta o maior índice: 208,2 óbitos por cem, seguido por Pernambuco (141,5/100 mil) e S. Paulo 127,9/100 mil).
Preocupada com esses dados, a CUT – Central Única dos Trabalhadores – lançou nesta semana, campanha “Não matem nossos Jovens. Eu quero crescer”, com o apoio de entidades do Movimento Negro como a CONEN – Coordenação de Entidades Negras.
“Em 1995 a Coordenação Nacional de Entidades Negras (Conen) lançou a primeira campanha “não matem nossas crianças”, motivada pela onda de violência contra jovens negros e pobres desencadeada após a chacina da Candelária. De lá para cá a realidade pouco se alterou. Os jovens, principalmente de periferia, continuam sendo assassinados. Por isso a atualidade e importância desta campanha”, afirma Rafael Pinto, diretor da Associação dos Funcionários do Banespa (Afubesp) e militante do Movimento Negro.

Da Redacao