Meus amigos e minhas Amigas,

O explícito e não combatido genocídio da juventude negra, promovida por governos da esquerda, aliados a Collor, Renan, Maluf, Barbalho, Sarney, Bolsonaro e companhia, está chegando a índices alarmantes. Aqui, na Baixada Fluminense, as negras mães proíbem, desesperadas, os filhos de andarem em companhia de mais de dois amigos, também negros, porque a orquestra de fuzis com solo de pistolas da Policia Militar promove a trágica sinfonia de choros e lamentos dessas mesmas mães.  Ajuntamento de jovens negros no Rio de Janeiro, Grande Rio e Baixada Fluminense, para o polícia é formação de quadrilha. E os caras atiram para matar.

O responsável por esse extermínio é o mais incompetente dos governadores do país: o genocida Luís Fernando Pezão, patrão e sinhôzinho do CEDINE, da UNEGRO, da Comissão da Igualdade Racial da OAB/RJ, CEN – CEN Coletivo de Entidades Negras, do MNU e de outros lixos politiqueiros de iguais teores de inutilidades.

O que nos causa mais indignação, sobre o hediondo genocídio dos jovens negros, são os últimos dados apresentados por órgãos de segurança pública do próprio governo genocida. Segundo publicado pela Folha de São Paulo, no dia 23/02/2016, em matéria assinada pelo jornalista Marco Antônio Martins, das 644 pessoas mortas pela polícia no Estado do Rio em 2015, 497 (77,2%) eram negras ou pardas. Quase Quinhentas pessoas negras assassinadas pela policia que deveria defendê-las.

O relatório oficial detalhando os dados referentes a mortes violentas de negros, no Estado do Rio de Janeiro, foi divulgado pelo Instituto de Segurança Pública (ISP), subordinado à Secretaria da Segurança do Rio. "Optamos por começar com a letalidade por ser um índice importante, já que trata da vida das pessoas", afirmou Joana Monteiro, presidente do ISP. É deboche ou ironia? Referem-se aos jovens negros como pessoas, mas metem bala. Quase quinhentos jovens exterminados simplesmente por serem negros e pardos. 

No inicio do ano, aquela velha e conhecida turminha dos movimentos negros, que também opera na corporação Negros S/A, reuniu-se com o governador Pezão, símbolo da incompetência gestora, para tratar do assunto. Ninguém ficou sabendo o que se conversou, o que se deliberou e que resposta a negritude teve do governador. Pessoas só tomaram conhecimento desse encontro, que foi feito na calada, por causa de um informe, via lista, do sociólogo Marcos Romão. "Foi uma reunião de negócios. Certamente, meia dúzia daqueles crioulos saiu do gabinete do governador empregado com algum cargo público", comentou uma veterana professora, que milita na Causa Negra.

Essa é a prática dessa velha e conhecida turminha, que há mais de três décadas usurpa a dignidade, a honra e os legítimos direitos da Causa Negra e da Causa Quilombola. São negões e negonas usando, indevidamente, essas duas legítimas causas para seus interesses pessoais e escusos.  Operam na calada e nas sombras. A contrapartida que buscam não é para os interesses da negritude. São para seus próprios interesses. Por que são negões e negonas? Porque negros e negras honrados não agem dessa maneira contra a sua própria raça.

Enquanto pesquisas revelavam o massacre de jovens negros pela Policia Militar do Estado do Rio de Janeiro, uma dessas siglas que compõe a salada de siglas com tempero de inutilidades, solta uma nota contestando o uso da denominação acarajé como nome de uma operação da Policia Federal pra prender corruptos da "Operação Lava Jato". Para uma certa inutilidade chamada de Coletivo das Entidades Negras – CEN (mais uma) contestar o uso da denominação acarajé, numa operação policial, é mais importante que a vida de centenas de jovens negros exterminados na hedionda limpeza ética pelos governos dos quais são pajens e moleques de recados.

O portal virtual Afropress publicou, em 23/02/2016, uma matéria com o jornalista Márcio Alexandre Martins Gualberto, coordenador nacional do CEN, em que o citado mostra toda sua indignação pela denominação de "Operação Acarajé", usada pela Polícia Federal: "Um total desrespeito religioso a um elemento sagrado do Candomblé, bem como a toda a tradição e história dessa religião no Brasil".

Nunca, nos meus quase sessenta nos de existência, como cidadão negro, tive conhecimento que os fundamentos sagrados dos cultos de matriz africana fossem representados por um bolinho de feijão fradinho misturados a outros ingredientes.

A ferocidade com que ataca a "Operação Acarajé", desencadeada pela Polícia Federal, na 23ª fase da "Operação Lava Jato", se o jornalista usasse para atacar o governo genocida do governador Pezão, não teríamos tantas negras mães chorando seus filhos exterminados. "É inaceitável ver nossa religiosidade vinculada a uma operação para prender bandidos", enfatizou o enraivecido coordenador do CEN, Martins Gualberto. E continuou: " Afirmamos que Orixá e o povo de santo nada tem com a roubalheira que assola o país. O que repudiamos é ver nossa religiosidade vinculada a uma operação para prender bandidos. Isso, para nós e toda nossa comunidade religiosa, é inaceitável".

Onde e quando foi que algum orixá foi citado na operação ou por qualquer um dos corruptos? Quem é que está sendo insano com a religião e com os orixás, a Polícia Federal ou o próprio jornalista? Por que fazer referencias aos cultos de matriz africana para justificar demagogias? Por que simular polemica usando algo tão sério para a negritude?

A denominação acarajé aparece nos inúmeros e-mails trocados entre os corruptos da Odebrecht. Quer dizer, foram os corruptos da Odebrecht que criaram os acarajés da corrupção e não a Policia Federal. Mas o criouléu insatisfeito pelas prisões dos seus patrões e sinhozinhos resolveu atirar contra os Federais e não contra os corruptos.

Atacar a Policia Federal, que é uma instituição séria, respeitável e a admirada pela esmagadora maioria do povo brasileiro, tem sido alvo de ataques da ordem recebida dos negões e das negonas dos movimentos negros, dadas pelos dissimulados partidos de esquerdas. Leiam-se PT e PC do B. Partidos de esquerda que tem Bolsonaro, Jader Barbalho, Renan Calheiros, Sarney, Collor, Romero Jucá, Sérgio Cabral e Paulo Maluf como aliados.

Para o lixo politiqueiro chamado de CEN – Coletivo de Entidades Negras – o tradicional bolinho baiano sobrepõe a vida de centenas de jovens negros exterminado na hedionda limpeza ética provida pelo prefeito carioca e pelo governador fluminense. Isso porque, nenhuma sigla que compõe o tal coletivo de entidades negras divulgou qualquer nota de repúdio a esse genocídio oficial.

Pessoas sem quaisquer saberes, conhecimentos ou entendimentos sobre os fundamentos dos cultos de matrizes africanas, associam levianamente o ritual de magia negra com o candomblé e com a umbanda; e não se vê o CEN ou os auto líderes dos movimentos negros se manifestarem.

Escolas de Samba, blocos carnavalescos, grupos folclóricos, promotores de eventos turísticos e outros, usam de forma e maneira distorcida, carnavalizada, debochada e até sarcástica os símbolos e os orixás dos cultos de matriz africana. Banalizaram o que deveria ser preservado dentro da liturgia afro religiosa.  Quem, qual e ou quais entidades e ou personalidades de defesa dos negros ou das associações afros religiosas, intervém contra essa prática vulgar de degradação da umbanda e do candomblé?

A própria imprensa brasileira erroneamente faz essa associação, como foi agora o caso do menino de quatro anos torturado em rituais de magia negra, em que o Jornal da Record e jornais impressos do Brasil todo, divulgaram fotos e imagens audiovisuais de figuras de orixás da Umbanda associadas aos torturadores da criança. Programas televisivos de religiões pentecostais ofendem indiscriminadamente, diuturnamente, os candomblecistas e os umbandistas, e nada acontece contra os detratores.

Eu pergunto: onde está esse tal CEN e as tais entidades negras que não combatem essa prática danosa à imagem dos cultos de matrizes africanas? Por que a raiva contra a Polícia Federal ao usar o nome do bolinho de feijão fradinho na denominação de uma operação para prender corruptos? Será porque os corruptos, presos, são dos partidos os quais estão seus patrões e sinhozinhos estão chafurdados?  Por que não atacam os corruptos que usaram o nome acarajé para camuflar suas falcatruas?

Volto a afirmar: o nome acarajé, segundo a imprensa, foi dado à operação devido às inúmeras vezes que o nome da iguaria baiana foi citado pelos corruptos, do Grupo Odebrecht, investigados e presos na "Operação Lava Jato". O nome acarajé foi usado como sentido figurado de recursos em espécies que seriam dados aos políticos do PT e aos seus aliados.

Em matéria da Revista Veja, de 26/-2, assinada pelos jornalistas Laryssa Borges e Felipe Frazão, E-mails trocados entre os executivos Roberto Prisco Ramos e Hilberto Alves Silva Filho, ligados ao Grupo Odebrecht, evidenciam um esquema de distribuição de recursos que a Polícia Federal acredita envolver dinheiro sujo oriundo do petrolão. Os investigadores identificaram uma intensa troca de mensagens entre Prisco e Hilberto em que eles discutem a entrega de "acarajés". Para a PF, a iguaria baiana é uma senha para camuflar a farta movimentação de dinheiro.

Sobre o deboche e o sarcasmo da justificativa dos corruptos pelo uso do acarajé nas suas mensagens, o CEN, e seu coordenador, não mencionaram uma única silaba. O que evidencia sua parcialidade e interesse de tão somente atacar o trabalho da Polícia Federal.

Na mesma matéria da Veja, os jornalistas Laryssa Borges e Felipe Frazão escrevem: Em depoimento à Polícia Federal, a secretária de Marcelo Odebrecht, Maria Lúcia Tavares, apontada como responsável pela contabilidade paralela do empreiteiro, apresentou uma versão fantasiosa para o termo acarajé, identificado nas mensagens eletrônicas. Disse que "as baianas em Salvador vendem pequenas porções para aperitivo, em caixa, e então cabia [a ela] providenciar essas entregas a pedido de Hilberto". Por essa narrativa, os acarajés – em porções de 50 – seriam supostamente remetidos de Salvador para o Rio de Janeiro e chegavam "quentinhos".

Fica evidenciado que não foram os Federais que aleatoriamente usou o nome acarajé para denominar a operação. Foram os corruptos dos partidos e ou os conectados a eles, dos quais o CEN e outros lixos politiqueiros são pajens e moleques de recados, que indevidamente usou o nome da iguaria baiana. Mas alguém acha que os caras vão atacar e combater os corruptos? É mais fácil atacar a instituição que está colocando na cadeia seus patrões e sinhozinhos.

Fazendo coro ao coordenador do lixo CEN, o deputado federal baiano, Valmir Assunção, do PT, também resolveu destilar sua raiva, em Plenário, contra a Policia Federal por ter usado a denominação acarajé, no nome escolhido pela PF para essa etapa da Lava Jato. O citado deputado em momento fez qualquer menção aos verdadeiros autores do uso indevido da iguaria baiana. Sabem por quê? São corruptos indicados por seu partido ou indicado pelos aliados dele.

Segundo o jornalista Murilo Ramos, na coluna Expresso, da revista  Época,  o tal deputado se expressou da seguinte maneira na tribuna da câmara:  "A Polícia Federal, na última operação, vinculou uma atividade cultural, um alimento da Bahia, o acarajé, à coisa ruim que é a corrupção. O acarajé é uma coisa deliciosa, muito boa para o consumo humano. É uma atividade que as baianas fazem na Bahia e em todo o Brasil. Não pode de forma nenhuma a Polícia Federal vincular a corrupção quando estabeleceu que a operação chamar-se-ia Acarajé. Isso traz prejuízo muito grande para a cultura, para a atividade das baianas e para o povo negro da Bahia".

Esse pelo menos teve a sensatez de não fazer menção aos cultos de matriz africana ao uso da iguaria pela operação da Polícia Federal. Mas pode-se notar que nenhumas das duas pessoas sequer citaram qualquer nome dos corruptos que tiveram a ideia de usar o nome da iguaria nas suas falcatruas.

Pergunta se o nobre deputado Valmir Assunção se levantou contra o governador da Bahia, do seu partido, contra a barbárie do genocídio dos doze jovens da Cabula? Claro que não. Ele e os movimentos negros da Bahia se calaram como se calam os covardes.

A verdade que é mais interessante, para os movimentos negros e para essas saladas de siglas com tempero de inutilidade, atacar instituições e pessoas que estão levando para a cadeia os seus patrões e sinhozinhos brancos.

Essa mesma velha e conhecida turminha atacou o Ministro Joaquim Barboza que mandou para a cadeia os corruptos do mensalão; ataca o Juiz Sérgio Moro; ataca a "Operação Lava Jato"; ataca qualquer operação da justiça com a legítima missão de colocar na cadeia os corruptos brancos, seus patrões e sinhozinhos, dos partidos chamados de esquerda. Os que vão contra as práticas criminosas dessa velha e conhecida turminha são taxados de "coxinha", "de extrema direita", de "aliado do poder branco" e outras  denominações que que se ajustam a eles próprios.

Quatrocentos e noventa e sete cidadãos negros exterminados por uma policia que tem gosto em matar jovens negros, nas palavras de um respeitado sambista, e o CEN se revolta e destila sua raiva contra a Polícia Federal e mostra-se não está nem ai para essa tragédia.

A visível e explícita "Operação limpeza étnica" promovida pelo governo do Sr. Pezão ao permitir e comandar o genocídio de negros; e do prefeito Eduardo Paes ao extinguir importantes linhas de ônibus de ligação subúrbio a zona sul, para deixar Copacabana, Ipanema e Leblon mais limpas, nas palavras do próprio prefeito, não é mais importante do que o acarajé em nome de uma operação policial?

Uma legião de jovens negros sendo exterminados; o racismo proliferando em todas as esferas da sociedade; os templos dos cultos de matriz africana sendo depredados, seus praticantes ofendidos e agredidos; a prefeitura do Rio de Janeiro explicitamente promovendo uma limpeza ética na cidade, ao extinguir importantes linhas de ônibus que liga o subúrbio, de grande continente negro e nordestinos, à Zona Sul do Rio; e aquela velha e conhecida turminha, dos movimentos negros,  fritando os bolinhos.

Abraços a todos (as).

Flávio Leandro

Flávio Leandro