S. Paulo – A Afropress – Agência Afroétnica de Notícias -, única no Brasil, com foco na temática racial e étnica, inaugura a partir de hoje sua nova página, com uma reforma do seu layout e mudanças no projeto gráfico, incluindo a galeria de fotos, novos ícones, um fórum e uma enquete, que serão periodicamente renovados e que possibilitarão maior discussão dos temas. Também foi instalado mecanismo de buscas que vai facilitar o acesso às matérias já postadas.
A modernização da página, inclusive com a instalação do sistema de vídeo – que começa a funcionar em caráter experimental – está sendo possível graças a uma parceria firmada entre a ONG ABC sem Racismo – detentora dos direitos do projeto Afropress – e a Fundação Cultural Palmares, do Ministério da Cultura.
O projeto “A Imprensa Negra como instrumento de combate ao Racismo e Promoção da Igualdade Racial”, fechado por meio do convênio 41/2007, prevê a instalação até maio de um sistema de vídeo que, na prática, vai viabilizar a entrada em operação da TV Afropress.
A data escolhida para a entrada no ar do novo layout foi uma forma da Afropress de marcar o Dia Internacional de Luta contra a Discriminação Racial, instituído pela ONU e uma homenagem aos mártires de Sharpeville.
A data
O massacre de Sharpeville, ocorreu no dia 21 de março de 1.960, quando um protesto pacífico convocado pelo Congresso Pan-Africano contra a Lei do Passe – que obrigava os negros na África do Sul a usarem cartão, no qual estava escrito onde podiam ir – resultou na morte de 69 negros e cerca de 180 feridos, entre homens, mulheres e crianças.
No dia 21 de Novembro de 1.969, a ONU criou o Dia Internacional contra a Discriminação Racial, que passou a ser comemorado todo dia 21 de Março, a partir do ano seguinte.
O massacre de Sharpeville foi um marco do início do fim do regime do Apartheid, na África do Sul.
Segundo o webdesigner, Ivo Jorge Jr., especialista em tecnologia de informação, a reforma na página mantém a identidade visual e atualiza o layout com um design mais moderno. Foram utilizadas linguagens de marcação e programação em conformidade com a W3C (http://www.w3.org), para padronização em diversos browsers (navegadores) e sistemas operacionais “Também foi feita uma otimização da plataforma para disponibilizar futuras publicações compatíveis com os browsers utilizados por leitores portadores de deficiência visual, por exemplo”, afirmou.
Palmares
O presidente da Fundação Palmares, Zulu Araújo, mandou mensagem cumprimentando a Redação da Afropress pela reforma do layout que vai melhorar a navegação e ampliou os conteúdos. “O site AfroPress é uma iniciativa ímpar e um espaço privilegiado de repercussão da identidade e da memória da população afro-descendente brasileira. A Fundação Cultural Palmares, parceira na divulgação da riqueza cultural dos povos afro-descendentes, parabeniza este louvável empreendimento, que se desdobrará, em breve, em mais um importante canal comunicativo, que é a TV interativa, instrumento fundamental para as políticas de inclusão do negro na sociedade brasileira.”, afirmou.
Para o jornalista Dojival Vieira, o editor, as mudanças na página fazem parte do projeto de Afropress e representam um passo adiante que culminarão com a instalação de um sistema de vídeo e, na prática, da TV Afropress, uma web tv focada, com programação variada e jornalismo.
A próxima etapa será a criação de uma Rede Nacional de Comunicação Étnica, com a presença de correspondentes – contratados como freelancers – em pelo menos uma capital das cinco regiões do país, em caráter piloto, e depois em todas as capitais brasileiras. “O projeto Afropress é uma experiência bem sucedida de uma mídia focada fazendo jornalismo. Vamos continuar avançando e já estamos encaminhando projetos a instituições potencialmente parceiras – governamentais ou não – visando viabilizar a rede que é necessária para afirmar a presença no universo da mídia do país de 49,5% da população brasileira, que hoje é ignorada, ou tratada como se fôsse uma minoria insignificante como se vê na mídia tradicional – inclusive na TV – e na publicidade”, afirmou.
O jornalista destacou a parceria com a Fundação Palmares e agradeceu ao presidente Zulu Araújo que tem demonstrado sensibilidade para a importância do trabalho desenvolvido pela mídia étnica brasileira. Ele também agradeceu a toda a equipe de Afropress, os colaboradores que escrevem periodicamente e aos cerca de 30 mil de leitores/mês, “que representam a expressão maior da credibilidade que construímos ao longo dos últimos três anos, buscando fazer um jornalismo sério e de qualidade, em defesa de um Brasil com oportunidades iguais para todos (as)” “É para eles que fazemos a Afropress, com muita dedicação, seriedade, trabalho duro, e especialmente, muito carinho. Nossa Causa é nobre e o futuro nos pertence. Vamos em frente”, concluiu.

Da Redacao