Rio – A Polícia do Rio está mobilizada para prender, a qualquer momento, o segurança do Banco Itaú, Natalício de Souza Marins, que executou com um tiro no peito, no dia 22 de dezembro passado, o jornaleiro Jonas Eduardo Santos de Souza, 34 anos, na porta da Agência da Avenida Rio Branco, Centro do Rio.

A prisão preventiva do segurança foi decretada pelo juiz Luiz Noronha Dantas, do 2º Tribunal do Júri do Rio. Equipes da 1ª e 73ª Delegacias de Polícia e do 17º Batalhão da Polícia Militar estão mobilizadas para prender o assassino, que encontra-se foragido desde o início da semana. Segundo um irmão que recebeu os policiais, Natalício fechou a casa e desapareceu.

Pouco antes de ser morto Jonas havia ficado retido na porta giratória e foi obrigado a se desfazer de todos os objetos que tinha no bolso, inclusive o cinto. Antes de ter autorizada a entrada teve de provar ao gerente que era cliente da agência há cerca de 10 anos. Na discussão com o segurança foi morto sem chance de defesa.

Na tarde desta quinta-feira, entidades negras e anti-racistas convocadas pelo advogado Humberto Adami, presidente do Instituto de Advocacia Ambiental e Racial, do Rio, realizaram ato público de protesto para marcar o sétimo dia da morte do jornaleiro. Durante o ato, irmãos da vítima questionaram o procedimento do banco e prometeram continuar a luta por Justiça.

Da Redacao