Brasília – A presidente Dilma Rousseff receberá nesta sexta-feira (19/07), às 15h, no Palácio do Planalto, uma representação de lideranças de entidades para ouvir propostas a respeito das demandas da população negra brasileira. O encontro se insere no calendário adotado por Dilma “após as manifestações de rua” de junho que se espalharam pelo país, fizeram despencar a popularidade e abriram uma crise no Governo. Neste contexto, ela já recebeu representantes do movimento gay e pastores evangélicos.

Afropress apurou que serão 20 os líderes de vários Estados que estarão no Planalto. Pelo menos três deles confirmaram o convite: o Reitor da Unipalmares, José Vicente, estava a caminho do aeroporto de Brasília retornando a S. Paulo, depois de participar de uma reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico – o Conselhão, do qual faz parte (veja matéria) – quando recebeu uma mensagem com o convite.

Edson França, o coordenador geral da UNEGRO (corrente política ligada ao PC do B) e Gilberto Leal, da Coordenação Nacional de entidades Negras (CONEN), corrente política ligada ao PT também confirmaram terem sido convidados para a reunião.

Tanto França, quanto Leal, não souberam dizer quem serão os representantes designados para participar da reunião com Dilma, nem quais são as propostas que serão entregues a Presidente. Outro possível convidado, o Frei David Raimundo dos Santos, da Rede Educafro, disse que estava numa reunião e mandou dizer por assessores que havia recebido telefonemas de Brasília, mas não confirmou se se referiam ao convite da Presidência.

Sem mediação

O encontro com lideranças foi pautado pelo critério adotado da maior parte das lideranças que participaram de uma reunião realizada na semana passada em Brasília, a convite da ministra chefe Luiza Bairros, de recomendação a não mediação da SEPPIR para a realização do encontro.

Na ocasião, Leal (foto) – dirigente da CONEN da Bahia – disse que o movimento caminharia com as suas próprias pernas para essa reunião.” Deixamos claro que se trata de reivindicação protagonizada pelo movimento. É o movimento quem deve protagonizar o processo, diretamente. A sociedade civil reivindicando do Governo e não através de mediação. Talvez a SEPPIR tenha interesse em estar, em dialogar, mas nós vamos pela nossa própria dinâmica”, afirmou na ocasião.

Da Redacao