Brasília – Depois de se tornar alvo da fúria de militantes do PT, inconformados pela posição que adotou como relator do mensalão – e que acabou com a condenação da ex-cúpula do partido, incluindo o ex-todo poderoso ministro chefe da Casa Civil, José Dirceu, o ex-presidente José Genoíno e o ex-tesoureiro Delúbio Soares – o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Joaquim Barbosa, voltou a ser alvo de hostilidades, desta vez na rua.

Na sexta-feira da semana passada (04/04) quando deixava o bar Frederic Chopin, na região central de Brasília, Barbosa foi chamado de “tucano” e “projeto de ditador” e hostilizado por petistas. Andreza Xavier, 25, Maria Luiza Rodrigues, 29, que se apresentaram como membros da juventude do PT, e Rodrigo “Pilha” Grassi, assessor parlamentar da deputada federal Érica Kokay (PT/DF), em entrevista ao Jornal Folha de S. Paulo classificaram o ato contra Barbosa, como “um escracho”.

Essa modalidade de manifestação vem sendo feita por jovens do Movimento Levante Popular contra acusados de crimes de tortura durante a ditadura militar.

Barbosa, o primeiro negro a ocupar a presidência da mais alta Corte do país – o Supremo Tribunal Federal (STF) – já declarou em entrevistas ter sido eleitor do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva e da atual presidente Dilma Rousseff.

Campanha

Da mesma forma como a campanha considerada racista desencadeada nas redes sociais por militantes do Partido – até aqui aparentamente com a conivência da cúpula do Partido – (veja na matéria https://www.afropress.com/post.asp?id=16156) membros da legenda agem como se o ministro não integrasse um colegiado de 11 magistrados – dos quais nove indicados pelos Governos do PT – e responsáveis pelas condenações por maioria de votos.

Segundo Maria Luíza, o ato contra Barbosa “foi um desagravo contra a postura dele [no julgamento do mensalão]. Por sua vez, “Pilha” Grassi, o assessor da deputada disse à repórter Fernanda Odilla, da Folha, que Barbosa é “grosseiro, autoritário e arrogante”.

Segundo o grupo um dos presentes ao ato seria João Marcelo Melo, que é funcionário da Secretaria Nacional da Juventude, da Presidência da República. A secretária da Juventude, Severine Macedo, disse que vai apurar a participação de Melo nos atos de hostilidade ao ministro.

Da Redacao