Brasília – O deputado Luiz Alberto (PT-BA), um dos mais ativos militantes da Causa da igualdade racial, militante histórico do Movimento Negro Unificado, e presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Igualdade Racial, foi barrado no MEC e impedido de participar da reunião que fechou o “consenso” anunciado pelo ministro Fernando Haddad, segundo a qual as cotas devem ser implementadas “gradualmente”, no período de seis anos.
A reunião, que ocorreu na última quarta-feira, 15/02, teve a participação da Andifes – Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior e representantes da UNE, UBES, MSU e Educafro.
A denúncia foi feita pelo próprio Luiz Alberto, um dos coordenadores do Núcleo de Parlamentares Negros do PT. O parlamentar baiano atribuiu o veto à sua participação “a uma posição assumida pelo MEC, a partir da pressão direta do representante da Andifes”.
Luiz Alberto chegou ao local da reunião, uma hora antes, participou de negociações prévias com representantes de entidades, foi conduzido com os outros participantes à sala onde aconteceria o encontro e não teve sua presença questionada. Somente após a chegada do secretário Jairo Jorge, foi informado de que não poderia participar.
Segundo Luiz Alberto o veto foi motivado pela imposição da Andifes, em virtude de sua posição favorável a adoção imediata das cotas para negros e indígenas nas universidades estaduais e federais.

Da Redacao