S. Paulo – A Desembargadora substituta do Tribunal de Justiça da Bahia, Luizlinda Dias de Valois Santos, a primeira mulher negra brasileira a entrar para a magistratura, foi uma das ganhadoras do Prêmio Luiza Mahin, instituído pela Coordenação dos Assuntos da População Negra (CONE), da Prefeitura de S. Paulo.
A entrega do Prêmio – que homenageia uma das principais lideranças da Revolta dos Malês, em 1.935, e mãe de Luiz Gama – aconteceu em solenidade na sede da Prefeitura de S. Paulo, nesta segunda-feira, 25/julho, em evento que marcou a passagem do Dia da Mulher Latino-americana e caribenha.
Outras premiadas
Além da desembargadora, que é neta de avô escravizado e filha de santo, foram premiadas a professora Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva, da Universidade Federal de S. Carlos, a ex-deputada Theodosina Ribeiro, e a Mãe de Santo, Ana Maria Araújo Santos, Mãe Ana de Ogun, que completou 50 anos de iniciação no ano passado.
Também receberam o Prêmio Mafoane Odara, Fanta Konate, fundadora da ONG África Viva, e a advogada Sônia Maria Pereira Nascimento, uma das fundadoras da Geledés – Organização das Mulheres Negras, de S. Paulo.
A organização do Prêmio decidiu fazer homenagem especial a Vicenta Camusso, representante da Red de Mujeres Afro-latinoamericanas, caribenhas e da Diáspora pelo seu trabalho em defesa da inclusão das mulheres.
Seminário
A entrega do Prêmio Luiza Mahin foi antecedida pelo II Seminário da Mulher Afro-Latinoamericana e Caribenha, iniciado na última sexta-feira, dia 22 de julho e que constou de debates, palestras e lançamento de livros sobre a temática da mulher negra. O dia 25 de julho é dedicado a Mulher-Afro-Latinoamericana e Caribenha e é celebrado desde 1.992.

Da Redacao