Brasília – A desigualdade que atinge a população negra brasileira está diminuindo no topo e aumentando na base da pirâmide, segundo a última Síntese de Indicadores Sociais do IBGE. Na faixa dos 1% mais ricos da população – a elite econômica do país -, aumentou de 8% para 15% a presença de pretos e pardos.
Em contrapartida, entre os 10% mais pobres, aconteceu exatamente o inverso:os auto-declarados pretos e pardos eram 72% há 10 anos e hoje representam 74%.
População negra
No total da população – pretos e pardos – representam 51%, contra 45% há 10 anos. Segundo a coordenadora da pesquisa Ana Lúcia Sabóia, como o critério do IBGE é auto-declaratório, o resultado pode estar refletindo o fato de mais brasileiros entre os mais ricos estarem se identificando como negros.
Os dados da pesquisa do IBGE também revelam aumento da escolaridade de pretos e pardos no período. A proporção de negros com ensino superior completo passou de 2,2% para 4,7%. A desvantagem em relação a população auto-declarada branca, contudo, é significativa: nesse grupo o aumento da escolaridade variou de 9,7% para 14,3%.
Educação
O estudo do IBGE também aponta que a desigualde no acesso à Educação se reflete na desigualdade de rendimentos e salários. No grupo com ensino superior completo ou incompleto, a renda média por hora do trabalhador branco é de R$ 17,30. No caso de um preto ou pardo com escolaridade igual é de 32% menor ou seja, R$ 11,80.
Mesmo entre os trabalhadores que completaram, no máximo, a 4ª série do ensino fundamental, também se registram diferenças em favor dos brancos, que apresentam uma média de R$ 4,40 por hora, contra R$ 3,30 entre pretos e pardos.

Da Redacao