S. Paulo – O Coordenador Nacional de Organização do Movimento Negro Unificado (MNU), Reginaldo Bispo, minimizou o Manifesto lançado nesta quinta-feira (21/10) por dirigentes e militantes da organização em apoio a candidata do PT, Dilma Rousseff.
“O MNU não apóia ninguém. Em seu XVI Congresso, discutiu e deliberou um programa a ser cobrado do Estado brasileiro, por extensão, entenda-se seus candidatos e governantes ou futuro governantes. De forma autônoma e independente e cidadã, como deve ser uma organização nos moldes do MNU”, acrescentou.
Bispo lidera um setor do Movimento que rejeita o voto em Serra, porém, exige garantias para o voto na candidata do PT.
“O presente apoio a Dilma por parte de um grupo de militantes petistas, alguns dos quais do MNU, que já vinham participando da campanha da presidenciável, de governadores, senadores e parlamentares, desde o primeiro turno, muitos deles trabalhando em assessorias dos mandatos e em cargos de governos da coligação. Apenas juntaram-se em abaixo assinado de apoio a candidata do PT. “Portanto, não há nisso nenhuma novidade”.
Bispo disse que o grupo não é maioria, nem representa a entidade. “São um segmento que, como qualquer outro tem o direito de se juntar e fazer suas escolhas, ainda que a maioria, mantenha uma posição crítica ao atual Governo e sua candidata e defenda de forma inflexível, a autonomia do Movimento Negro Unificado, não a maculada em um alinhamento eleitoral, sem compromisso de um programa muito objetivo para o nosso povo”, frisou.
Manifesto
O manifesto de apoio a Dilma é subscrito por lideranças de vários Estados, entre as quais, Milton Barbosa, o Miltão, um dos fundadores do Movimento, em 1.978 e militante do PT desde a fundação.
Entre outras propostas, os militantes que o assinam dizem que lutarão ” para que o governo Dilma implemente com parceria da UNESCO, a distribuição a todas as escolas do Brasil dos 8 volumes da História Geral da Africa, traduzidos para o português,feito inédito nos países onde houve escravização de negros no mundo.”
“Por defendermos o governo LULA, por queremos a continuidade com aprofundamento das políticas de inserção racial,por querermos armar o nosso povo para defender Reparações históricas e humanitárias para o povo negro, por defendermos este programa e que lutamos para ser realizado é que votamos Dilma Rousseff para Presidenta do Brasil”, concluem.

Da Redacao