Mesmo com toda a minha experiência de vida, ainda me surpreendo em ver que o modelo Goebbels não só funciona, mas está cada vez mais efetivo. Meias verdades sempre ganham mais curtidas do que qualquer verdade inteira.

Fui dar uma olhada na página do Facebook da apadrinhada do Cunha, a maledicente Tia Eron, que diz representar as mulheres negras da Bahia e do Nordeste. Se por megalomania ou inocência divina ela chegou a esta conclusão, eu não sei. Só sei que a afilhada política do Cão, tem o direito de falar o que quiser e que segure a peteca, as pragas e as bençãos. Mas o que mais me surpreendeu foi ver os milhares de comentários de negros e negras contra e a favor dela. 

Salvo algumas e alguns, a sua maioria ainda não vi em nenhuma ação contra o genocídio que se abate contra a juventude negra brasileira e a miséria que está retornando para milhões negras e negros no Brasil.

Deve ser um efeito colateral na visão política da nova classe média que também tem negros e negras. O efeito colateral da falta de educação política é o desfocamento dos objetivos que tenha e, o tomar a sombra como a realidade política dos corpos presentes na política.

Fala-se dos cabelos, mas não se fala do que se tem dentro da cabeça, fala-se dos carros mas não se sabe se vai ter gasolina, compra-se smartphones mas não se prevê o uso dos créditos para falar. Toma-se o mundo rosa da redoma de amigos no Facebook, quando a realidade na Câmara é mais cruel do que se pensa. 

Esqueçam as tias Erons. Está na hora de salvar a vida de nossos jovens negros, homens e mulheres.

Marcos Romão