A história se inicia em 1858 e estamos à beira da Guerra Civil Americana, também conhecida como Guerra de Secessão. Django Freeman é um escravo cuja vida muda ao encontrar com Dr. Fritz Schultz, um ex-dentista que resolveu ganhar a vida tornando-se um caçador de recompensas.

Fritz necessitava da ajuda de Django para capturar um perigoso bando de foras da lei e Django, por sua vez, pretendia encontrar e resgatar Brunhilde (Hilde), sua esposa, também escrava. A partir dessas necessidades, Django e Fritz forjam uma aliança que acabou se tornando também amizade.

O filme “Django Livre” causou uma série de polêmicas antes mesmo de estreiar. Surgiram críticas referentes ao teor de violência, característica dos filmes de Quentin Tarantino, bem como uso de palavrões e o uso da palavra nigger[1]. Spike Lee, renomado diretor e ativista político foi um dos mais duros críticos, não apenas em relação ao linguajar, mas a outros trabalhos de Quentin Tarantino envolvendo personagens negros. A trilha sonora também não saiu ilesa: rap num filme estilo western deixou certas pessoas em estado de choque!

O personagem Django foi interpretado pelo ator e rapper Jammie Fox, ganhador do Oscar de melhor ator ao interpretar Ray Charles no filme “Ray” (2004) enquanto Dr. Fritz foi interpretado pelo ator Cristoph Waltz, ganhador do Oscar ao interpretar o coronel Hans Landa em “Bastardos Inglórios” (2009), outra produção tarantinesca. Waltz também ganhou um Oscar de melhor ator coadjuvante interpretando Dr. Fritz em Django Livre.

O ator Jamie Foxx não foi a primeira escolha de Quentin Tarantino – Will Smith foi o primeiro da lista, mas recusou por conta das polêmicas envolvendo o filme. Posteriormente, alegou que não foi por medo das polêmicas, “mas por achar o personagem um mero coadjuvante”, e ele, Will Smith, só trabalha como protagonista. 

Caso você, leitor, não saiba, ou não se lembre, não é a primeira vez que Will Smith “dá pra trás”. Ele também havia sido escalado para interpretar nada mais, nada menos do que Neo, o protagonista da trilogia Matrix, mas também recusou por achar o roteiro “muito complexo”.

Independentemente das críticas e polêmicas envolvendo a produção, este filme é altamente recomendável a todo aquele que aprecia filmes de ação que não sejam desprovidos de “tutano”, “cérebro”. Os cenários, os diálogos, as doses de humor, as agonias, tudo isso foi transplantado para o filme.

Assista aos dois traillers logo abaixo:

http://www.youtube.com/watch?v=tivv135aGbc

http://www.youtube.com/watch?v=ztD3mRMdqSw

[1] “crioulo”, “preto”, um adjetivo extremamente pejorativo, depreciativo, típico de sociedades escravistas e racistas. Ainda que muitos afro-americanos façam uso dessa expressão em caráter informal, em seu cotidiano e ainda que este termo apareça em diversas letras de hip hop e afins, não se pode dizer que é um termo comumente aceito por toda comunidade. Na verdade, é como se fosse um palavrão, um xingamento.

 

 

Jomo Oliveira Campos