Osasco/SP – Um ano após sofrer maus tratos e humilhações por parte de seguranças na porta do Walmart, da Avenida dos Autonomistas, em Osasco, a dona de casa Clécia Maria da Silva, 56 anos, voltará ao Hipemercado nesta quinta-feira (16/02), às 10h, para cobrar uma satisfação da empresa.
Por causa dos maus tratos, ela sofreu uma crise hipertensiva e teve de ser hospitalizada. Enquanto era revistada, a dona de casa, contou que ouvia as pessoas comentando em voz alta: “Olha, lá a tiazinha roubando”.
“Eu não vou descansar enquanto não for feita Justiça”, disse a dona de casa que será acompanhada pelo advogado Dojival Vieira, que a defende, e por amigos e pessoas solidárias que se propuseram a realizar o protesto pelo descaso da poderosa rede norte-americana do comércio varejista.
A Rádio Nova Difusora de Osasco, pertencente ao ex-deputado e ex-prefeito Francisco Rossi, tem apoiado a dona de casa, repercutindo a sua luta por Justiça. Em programa recente Rossi defendeu que a população da cidade promova um boicote ao Walmart enquanto a empresa não abrir o diálogo para se explicar sobre o que aconteceu.
Sem diálogo
O Hipemercado Walmart nega-se a abrir o diálogo para assumir a responsabilidade civil e administrativa no episódio e afirma que o comportamento do segurança envolvido, que chegou a revistar a bolsa e pertences da dona de casa, alegando ser esse o procedimento padrão para pessoas negras, foi normal. As imagens da abordagem foram gravadas.
Inconformada dona Clécia tem percorrido rádios, jornais e já deu entrevistas a redes de TV para denunciar as humilhações e a recusa da rede Walmart em reconhecer responsabilidade no tratamento que lhe foi dispensado.
O caso já teve o Inquérito concluído pelo 9º DP de Osasco, porém, até agora o Ministério Público não ofereceu denúncia contra o acusado.
Veja o vídeo em que a dona de casa relata as humilhações.

Da Redacao