Oslo – O Comitê Norueguês do Nobel trocou mil mulheres do Projeto Mil Mulheres para o Nobel da Paz por um homem, no caso o egípcio Mohamed ElBaradei, o diretor da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), das Nações Unidas, que acabou ganhando o prêmio.
El Baradei, a quem o Comitê justificou o prêmio chamando-o de “advogado destemido” de medidas para garantir a não-proliferação de armas, foi escolhido entre um número recorde de 119 candidatos.
Entre os candidatos à disputa estavam o Projeto Mil Mulheres para o Nobel da Paz, em que figuravam lideranças como Alzira Rufino da Casa da Cultura da Mulher Negra de Santos, Nilza Iraci, jornalista do Geledés – Organização de Mulheres Negras, a deputada Jurema Batista, as atrizes Ruth Cardoso e Zezé Mota e Eliane Potiguara, liderança e escritora indígena.
O Comitê Norueguês do Nobel escolheu El Baradei e a AIEA entre um número recorde de 199 candidatos. De 1985 a 1995. Os prêmios no valor de US$ 1,3 milhão que leva o nome do filantropo sueco Alfred Nobel, inventor da dinamite, foram para ativistas contrários às bombas nucleares. A entrega aos vencedores será feita em Oslo em 10 de dezembro.
No ano passado o Nobel foi entregue, pela primeira vez, a uma mulher africana – a ambientalista queniana Wangari Maathai.

Da Redacao