São José do Rio Preto/SP – O eletricista Amaro Meneguete do Carmo, foi condenado pela Justiça paulista a pagar uma indenização no valor de R$ 7.600 por ofensas racistas contra a auxiliar de enfermagem negra Maria de Fátima da Silva Cristiano.
O caso aconteceu em 2.005, em São José do Rio Preto (440 Km de SP). A auxiliar de enfermagem trabalhava no Hospital de Base da cidade, atendendo a pacientes, quando foi chamada de “negona” (sic) e de outros termos depreciativos à sua cor. Depois de ofendê-la o eletricista ainda teria acrescentado “Olha lá, ela só quer aparecer, também, olha a cor dela”, quando a enfermeira pediu que deixasse o quarto para que pudesse fazer a higiene de três pacientes.
Na sentença, o juiz Paulo Marcos Vieira, da 2ª Vara Cível de São José do Rio Preto, afirma que foi “inegável a prática de conduta racista pelo réu, fato que, induvidosamente, além de constituir ato ilícito, acarretou ofensa grave”.
Embora ainda caiba recurso, Maria de Fátima comemorou a decisão. “A gente conseguiu mostrar para as pessoas que existe Justiça. Que temos valores. Que há punição para todo tipo de preconceito, não só contra a raça negra. Temos de parar com essa visão de que para quem é pobre, negro, ninguém faz nada. Faz, mas temos de ir atrás de nossos direitos”, concluiu.
Fabrício Castellan, advogado do eletricista, negou as acusações e acusou a auxiliar de enfermagem de “está se aproveitando da cor, tentando ganhar dinheiro com isso”. Ele afirmou que recorrerá da decisão.

Da Redacao