S. Paulo – Contrariando a expectativa de que fosse manifestar apoio ao candidato do PC do B ao Senado, o apresentador e vereador Netinho de Paula, a presidente do Conselho Estadual da Comunidade Negra de S. Paulo, Elisa Lucas Rodrigues, disse que “todos gostam de pagode, mas não no Senado”. Ela declarou apoio ao candidato do PSDB, Aloysio Nunes (foto), ex-chefe da Casa Civil no Governo Serra.
Netinho, segundo a mais recente pesquisa DataFolha, lidera a corrida para uma das duas vagas por S. Paulo com 36% das intenções de voto.
Mensagem
Elisa mandou uma mensagem “Aos Amigos e Amigas da Comunidade Negra” desaconselhando o voto em Netinho. “Minha gente: eleição não é brincadeira. Aloysio não promete “dia de Princesa” para a população paulista, especialmente para negros e negras. Há da parte dele uma preocupação na implementação de Ações Afirmativas para a população negra, especialmente para as mulheres negras, que, como sabemos, são as que mais estão expostas à violência pelas questões de gênero e raça. Todos gostam de pagode, mas não no Senado. Lá queremos um Senador afinado com nossos anseios e que lute pela melhor qualidade de vida de negros e brancos”, afirmou a Presidente do Conselho.
O Conselho da Comunidade Negra de S. Paulo foi criado no primeiro Governo Montoro, em 1.984, e já foi presidido por figuras como Hélio Santos e Antonio Carlos Arruda, tradicionalmente próximas ou vinculadas a Governos tucanos e já teve influência como instrumento de expressão das demandas da população negra do Estado.
Hoje o órgão, que é integrado por representantes indicados por Secretarias do Governo e por lideranças da sociedade civil vive um período de esvaziamento e ostracismo.
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Comportamento
Segundo Elisa o apoio ao candidato tucano não é só pelo fato de pertencer ao PSDB. “Tenho uma grande preocupação com a cadeira de Senador do Estado de S. Paulo. Senador tem atribuições muito importantes. Portanto é fundamental que avaliemos a conduta pessoal, além da experiência e folha de trabalho do candidato. E tem uma questão que não pode ser esquecida: o comportamento pessoal do candidato”, disse na mensagem.
Elisa lembrou que Aloysio Nunes, quando ministro da Justiça no último Governo FHC, instituiu o Programa de Ações Afirmativas, por meio da Portaria 1.156 de 20 de dezembro de 2001 e também trabalhou pelo reconhecimento das terras de Quilombos.

Da Redacao