Londrina/PR – Sob forte emoção, cerca de 300 pessoas se despediram nesta segunda-feira (05/08) no Cemitério Jardim da Saudade, de Londrina, da Mãe de Santo Vilma Santos de Oliveira, a Yá Mukumby, líder do movimento negro de Londrina, morta na noite de sábado (03/08), juntamente com a mãe Allial de Oliveira Santos, de 84 anos, e da neta, Olívia Santos de Oliveira, de 10.

As três foram mortas a facadas pelo maquiador Diego Ramos Quirino, de 30 anos. O assassino também matou sua própria Mãe, Ariadne Benck dos Anjos, de 48 anos, sepultada domingo.

A hipótese do crime ter sido motivado pela intolerância religiosa está sendo analisada pela Polícia na investigação. As primeiras pessoas que chegaram à casa de Yá Mukumby, líder religiosa muito respeitada em Londrina e no Paraná, se assustaram com a quantidade de imagens quebradas na casa. Segundo o ativista do movimento negro, José Mendes de Souza, "não tinha mais nada fora de lugar”. “Só as imagens. Poder ter sido um caso de intolerância religiosa”, afirmou.

Antes do sepultamento foi realizada uma cerimônia religiosa de candomblé, encerrada com uma grande salva de palmas. O prefeito de Londrina, Alexandre Kireeff (PSD), decretou luto oficial de três dias. A vereadora Elza Correa, do PMDB, que esteve nos funerais e no enterro, disse que “Londrina perdeu um importante pedaço da história do movimento negro”. “São três gerações perdidas de uma forma trágica”, concluiu.

O assassino, que foi preso em seguida, atacou a líder religiosa, mãe e neta, além de assassinar a própria mãe, quando perseguia com uma faca a companheira Patrícia Amorim Dias, de 19 anos, a quem também pretendia matar. Segundo os vizinhos, Quirino é evangélico e dizia estar “com o diabo no corpo”.

Da Redacao