S. Paulo – O Carrefour considera que o acordo firmado com o funcionário da USP, Januário Alves de Santana, foi fruto do “diálogo franco e aberto, que se tornou uma ponte eficaz para a reparação dos danos decorrentes do incidente em agosto passado, na loja de Osasco.
“Os termos finais são satisfatórios para ambas as partes. Foi possível transformar mal-entendidos e falhas em oportunidade de aprendizado e de aprimoramento não só dos processos internos do Carrefour, mas também das relações humanas e sociais. Um movimento não apenas para evitar que incidentes como esse se repitam, mas para promover transformações que permitam, de fato, avançar na consolidação dos princípios fundamentais da empresa, migrando do campo das intenções para a esfera da realidade concreta”, destaca Nota encaminhada ao Jornal o Estado de S. Paulo, que publica reportagem sobre o caso na edição desta sexta-feira (19/03).
Negociação
Segundo a empresa, como parte do processo de negociação, que envolveu entidades representativas do Movimento Negro, como o Fórum Regional Oeste Metropolitano de Promoção da Igualdade Racial (Osasco), a Afrobras, a ONG ABC sem Racismo, foi construído um Programa que está contribuindo para a educação da diversidade, a vivência da cidadania e dos Direitos Humanos.
Entre as ações, a Nota destaca a constituição de um grupo permanente de trabalho formado por colaboradores do Carrefour e representantes da comunidade de Osasco e região para o desenvolvimento de ações afirmativas relacionadas à diversidade e inclusão social, a campanha cde comunicação e sensibilização de clientes e funcionários para a problemática social, desenvolvida em conjunto com a Afrobras, incluindo a criação de cartilhas educativas a serem distribuídas nas lojas,e o treinamento de mais de 100 responsáveis pelo setor de Prevenção de Riscos da empresa, aplicado em conjunto com a ONG ABC sem Racismo.
“São ações concretas que já estão sendo promovidas em parceria com ONGs e a comunidade.Elas confirmam a crença do Grupo de que o caminho mais eficiente e seguro para a construção de um mundo igualitário é o do entendimento, da interação e da integridade de propósitos”, conclui a Nota.

Da Redacao