Mairinque/SP – A Fersol, empresa de produtos químicos com sede em Mairinque, cidade da região metropolitana de S. Paulo, decidiu trocar a boa aparência, mecanismo usado pelo racismo para barrar a entrada de mulheres negras no mercado de trabalho, por competência.
A empresa acaba de abrir processo seletivo para o preenchimento de vagas de Gerente de Recursos Humanos para mulheres negras acima dos 40 anos, com formação em Psicologia e especialização em Psicologia Organizacional, Recursos Humanos, Gestão por processos. A experiência exigida é de cinco anos, porém, a remuneração é compatível: R$ 10 mil.
Entre as responsabilidades que a candidata, uma vez contratada deverá assumir estão o planejamento, coordenação de atividades da área de recursos humanos, visando criar as condições para que a empresa possa recrutar, desenvolver, treinar e motivar os recursos humanos necessários ao desenvolvimento e crescimento.
Também deverá responder pela coordenação geral das atividades de recrutamento, seleção treinamento e desenvolvimento pessoal, pela Administração da Remuneração e Benefícios, coordenação e implementação de uma estrutura de comunicação interna, e supervisão e controle do Departamento de Pessoal.
A empresa abriu a seleção também para Gerente da SHE e Qualidade, para pessoas com formação de Engenheiro de Segurança com Pós em Engenharia Ambiental e Pós em Qualidade e Analista Sênior de Qualidade para engenheiros Químico ou Engenheiro de Qualidade com Pós em Qualidade, com experiência de anos como Analista Sênior. Os currículos devem ser enviados para Eliana Francisco, coordenadora de Responsabilidade Social da Fersol no email [email protected]
Segundo Eliana, a Fersol – empresa que também produz para as áreas sanitária e veterinária – tem hoje 59% do seu quadro de funcionários formado por mulheres “do chão de fábrica aos cargos de gerência”, sendo que 35% ocupando cargos de liderança. Em relação aos negros, 38% dos funcionários são afro-descendentes, sendo 25% ocupando cargos de chefia.
A virada política da empresa começou há 10 anos, quando seu presidente, Michael Haradon, um argentino naturalizado brasileiro, resolveu apostar na diversidade não como “enfeite do bolo, mas como a própria receita”. Graças a essa decisão a Fersol saiu no vermelho. Em 1.995 consultores chegaram a recomendar seu fechamento por acumular uma dívida de US$ 10 milhões. Em 2004 passou a ter um faturamento de US$ 100 milhões por ano.

Da Redacao