Brasília – Cerca de 50 mulheres de vários países das Américas participam no Hotel Manhattan Plaza, em Brasília, do encontro “Diálogo entre as Mulheres das Américas contra o Racismo e todas as formas de Discriminação”. O encontro tem como objetivo avaliar os avanços e desafios para efetivação da inclusão das populações negra, indígena e outros grupos discriminados, pós III Conferência Mundial Contra o Racismo, a Discriminação Racial, a Xenofobia e outras Formas Correlatas de Intolerância, realizada em 2001, em Durban (Africa do Sul).
A ministra Matilde Ribeiro, da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), participou da mesa de abertura, juntamente com a deputada da Costa Rica Epsy Campbell, de Nilza Iraci, do Geledés, e de Sergia Galván, do Coletivo Mulher e Saúde, da República Dominicana.
Sergia Galván e Epsy Campbell fizeram um breve histórico sobre a participação das mulheres, em especial das mulheres negras nas conferências mundiais. “Tanto a conferência de Santiago, quanto a de Durban, serviram como ferramentas fundamentais para a visibilização da pauta das mulheres. Em quase todos os capítulos do Plano de Ação de Durban fala-se das mulheres. Por isso, temos que buscar o cumprimento do que já foi firmado nesses espaços”, finalizou a deputada.
O encontro prossegue nesta terça-feira, quando haverá a divulgação de dois documentos: uma declaração das mulheres das Américas para a Conferência Regional das Américas, que acontece em Brasília, nos próximos dias 26, 27 e 28, e um documento com as reflexões dos dois dias de diálogo.

Da Redacao