Brasília – Lideranças do Movimento Negro promoveram nesta quarta-feira, no encerramento do painel sobre “Democracia e Superação do Racismo no Século XXI” da Conferência da Igualdade Racial, um ato em defesa da Petrobrás e de repúdio a CPI. Durante o ato foi lido “Manifesto à Nação em defesa da Petrobrás”.
Segundo o Manifesto “a criação de uma CPI, como instrumento legislativo democrático, não pode ser utilizada como palco para geração de factóides midiáticos e manipulação grosseira da opinião pública”.
“A atuação da frente parlamentar liderada pelos senadores revela ausência de compromisso com o esforço para superação da crise internacional”, afirma o texto assinado por entidades como o Bloco Cultural Ilê Ayê e pelo Olodum, a Coordenação de Articulação das Populações Marginalizadas (CEAP) do Rio, a Coordenação Nacional de Entidades Negras (CONEN) e a União de Negros pela Igualdade (UNEGRO). O alvo das críticas são os senadores do DEM e do PSDB que propuseram a CPI no Senado.
Segundo os autores do Manifesto, a Petrobrás é uma empresa parceira do movimento pela igualdade racial. “Vem colaborando para a consolidação da política de superação das históricas injustiças a que a população negra do país está submetida”, afirmam, conclamando os movimentos sociais e as organizações negras “a protestar e defender uma das maiores conquistas do povo brasileiro”.
O deputado Luiz Alberto disse que o Presidente Luis Inácio Lula da Silva já se mostrou favorável a criação de um Fundo Social para políticas públicas com a exploração do pré-sal. Ele disse que defende que nesse Fundo sejam garantidas políticas para a população negra.

Da Redacao