Ribeirão Preto – Preocupada com a repercussão negativa do fato, a direção do Centro Universitário Barão de Mauá, de Ribeiro Preto, decidiu punir com suspensão de 60 dias, os três estudantes do Curso de Medicina, que na manhã de sábado, (12/12) atacaram fisicamente o auxiliar de produção Geraldo Garcia, de 55 anos. Enquanto o agrediam depois de o terem derrubado da bicicleta, os agressores diziam “é prá aprender seu negro”.
Os estudantes punidos são Emílio Pechulo Ederson, de 20 anos, Felipe Giron Trevisani, de 21, e Abrahão Afiune Júnior, de 19. Os três responderão a processo por agressão e injúria racial. Depois de serem presos em flagrante, os estudantes foram liberados sob o pagamento de fiança de R$ 5.580,00 de fiança, cada, na noite de sábado. Se condenados podem pegar de um a três anos de prisão e multa.
Repercussão
A punição foi anunciada pelo reitor do Centro, professor João Alberto de Andrade Veloso, ao divulgar a decisão da Comissão Administrativa de Inquérito formada para avaliar a conduta dos três estudantes. A punição com suspensão está prevista no regimento interno e, segundo Veloso, o objetivo não é avaliar o fato jurídico ou policial da acusação de racismo.
“Essa comissão vai analisar até que ponto esses alunos macularam o Centro Universitário, pois temos que preservar o bom nome da instituição”, disse Velloso.
O advogado Carlos Mancini, defensor dos agressores, teve negado um pedido de reconsideração da decisão. “O ato de racismo não ocorreu, e, mesmo se tivesse ocorrido, não foi nos limites da faculdade nem com o uso de uniformes. Foi um fato isolado e os estudantes não usaram o nome da faculdade em momento algum”, argumentou Mancini.

Da Redacao