INSENSATEZ
A arrogância do presidente Luiz Inácio se julgando vitorioso como candidato a reeleição e evitando comparecer a qualquer debate político, está levando a cúpula petista a colocar literalmente as barbas de molho, pois consideram temerária a atitude do “trabalhador maior”.
O exemplo mais lembrado hoje pelos ainda remanescentes do pensamento político do ex-metalurgico do ABC é o deixado pelo candidato FHC em 1985. Achando-se vitorioso na campanha pela prefeitura paulistana se aboletou antes do resultado do pleito na cadeira no 1 do Ibirapuera, então sede da municipalidade, sorridente para fotógrafos e cinegrafistas. O povo escolheu Jânio Quadros para prefeito, que antes de se sentar na cadeira mandou de-sin-fe-tá-la, pois segundo ele, nádegas indecentes ali pousaram.
Lula que poderia ser reeleito no 1º turno, pode estar cometendo o maior erro de avaliação política da história brasileira.
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“Errar é humano, mas votar em Lula novamente, não será um ato sério do povo baiano”. Caetano Veloso, compositor, cantor e ex-fã de carteirinha do presidenciável.
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“Muitos se comprazem com o já cheguei”.
Professor Hélio Santos, falando das dificuldades das lideranças negras se manterem comprometidas, ao ser condecorado pelo Governo do Estado de São Paulo com a Ordem do Ipiranga.
NÃO DUVIDEM
Se o próximo Congresso votar a favor da aprovação de alguns tópicos da Reforma Trabalhista, como o fim das férias remuneradas e o pagamento do 13º salário em doze parcelas, entre outros, lembra o coleguinha Carlos Chagas em sua coluna na Tribuna da Imprensa, que “o próximo passo será a revogação da Lei Áurea”.
DEU BRANCO OU AMARELOU?
A Rede Globo de Televisão está no dever moral de explicar aos seus telespectadores e em especial a comunidade negra, o porque de após serem efetuadas durante a semana passada várias chamadas com a imagem do Jornalista Dojival Vieira para o quadro “Profissão Repórter” no Fantástico do último domingo (3/9), abordando o tema da criminalidade racial na Internet, a matéria com o presidente da ONG ABC SEM RACISMO, não foi levada ao ar e nem sequer foi abordada no quadro comandado pelo jornalista Caco Barcelos.
FRASES DO ANO
As duas frases políticas e com efeitos mortais pronunciadas até agora, foram: uma do ex-deputado Roberto Jefferson, que os incrédulos julgavam ser louco de pedra, endereçada ao ex-todo poderoso “primeiro-ministro” José Dirceu :”Saí daí Zé e vá pra casa”; a outra, do combativo coleguinha deputado Fernando Gabeira para o então presunçoso presidente da Câmara, Severino Cavalcanti :”O senhor se limite a sua insignificância, senão nós vamos iniciar um processo para derrubá-lo”.
OLHO VIVO E BEM VIVO
Lembrete para os candidatos ou candidatas oriundos da comunidade negra aos cargos proporcionais nas eleições do próximo dia 1/10: ocupar cargos de confiança através de nomeações ou de apadrinhamentos políticos, é bem diferente da conquista de cargo público pelo voto democrático dos eleitores.
Dia desses, uma respeitável e respeitada senhora, dona de uma liderança incrível no conglomerado negro da Cidade Tiradentes, no extremo Leste paulistano, conquistada através do serviço social que presta a crianças e jovens, foi levada ao escritório de uma figurinha “carimbada” e amargou duas horas de espera para ser “atendida” pela secretária de um candidato negro, que sem se dar por achada quanto à importância da pessoa, e ainda que não fosse, encaminhou-a para ser sabatinada por seu “assessor”.
Isto mesmo, assessor da secretária do candidato. Está faltando candidato com humildade, que precisa juntamente com seus acólitos, descer do salto alto para poder ganhar a eleição e respeitar, sem discriminação, o ser humano que procura ajudar na conquista do cargo.
Se agora antes do pleito é assim, imagine se consegue chegar lá.
ATENÇÃO, ATENÇÃO, ATENÇÃO
Até 1º de outubro, quando serão realizadas as eleições proporcionais e majoritárias deste ano, ESPAÇO POLÍTICO e ANOTE E CONFIRA, serão publicadas e ou postadas na Internet semanalmente.
COTAS RACIAIS OU SOCIAIS?
A abordagem da adoção das cotas raciais para negros e índios nas Universidades Públicas, discutidas em prosa e verso no ano passado e no primeiro semestre deste ano, estão sendo evitadas por todos os candidatos a Presidência da República, sem exceção, com alguns com a finalidade única de jogar a discussão para fora do horário político eleitoral gratuito, estão mudando a denominação para “cotas sociais”.
No plano estadual com exceção de São Paulo, onde Orestes Quércia reúne-se permanentemente com membros da comunidade negra, mesmo os candidatos proporcionais que tem como candidato a vice ou suplente de senador cidadãos da raça negra, passam ao largo de qualquer discussão sobre o assunto e nem sequer citam o nome de seus acompanhantes negros na disputa eleitoral. Isto para não lembrar dos que em eleições passadas declararam publicamente:”estou dispensando qualquer apoio racial a minha candidatura”.
NO PARAÍSO
Quem duvidava que um dia a classe operária chegaria ao Paraíso, enganou-se redondamente, pois no último dia do mês passado, o negro operário deputado estadual pelo Rio de Janeiro, Edmilson Valentim (PC do B), que nestas eleições pretende voltar a ocupar uma cadeira na Câmara, em Brasília, saracoteava pela pista de dança do até então fechadíssimo Country Club, em Ipanema, para espanto dos associados que pensavam que o mundo havia acabado.

Antonio Lúcio