POLÍTICA AMBIENTAL
A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, alheia a orquestração dos falsos ambientalistas
contra sua atuação ministerial, que envolveram até o presidente Luiz Inácio Lula da Silva que qualificou “o meio ambiente, os povos indígenas, os quilombolas, o Ministério Público e o Tribunal de Contas da União como entraves ao desenvolvimento do País”, continua trabalhando em sua Pasta, tendo recebido na última semana em seu gabinete, a missão do ministro assistente do Turismo e da Vida Silvestre do Quênia, Kalembe Ndile.
No encontro, Ndile manifestou interesse em fortalecer a cooperação bilateral na área de meio ambiente, com foco em programas de ecoturismo, áreas protegidas e exploração de florestas.
Por outro lado, no dia de ontem, técnicos do Ministério do Meio Ambiente apresentaram experiências de governo na área da informação para uma platéia de representantes do Instituto Nacional de Estatísticas e do Ministério da Ação Ambiental da República de Moçambique. Os técnicos palestraram sobre o Sistema de Informações Ambientais, o Portal Nacional de Licenciamento Ambiental e a construção da Agenda Nacional de Estatísticas e Indicadores Ambientais. Durante o evento, os participantes acertaram a realização conjunta de um projeto-piloto entre Ministério do Meio Ambiente do Brasil e instituições de Moçambique.
Os dois países vão criar bases de dados que dêem origem à construção do web service, com o objetivo de municiar gestores e o público interessado nas informações ambientes de Brasil e de Moçambique.
Ainda que agastada com as celeumas levantadas a partir da declaração presidencial , Marina Silva, nesta data defendida publicamente pelo vice-presidente José Alencar e também publicamente por mais de 50 órgãos e entidades que compõe o Conama – Conselho Nacional do Meio Ambiente que distribuiu nota assinada pelos conselheiros sobre o assunto, onde destaca que “As recentes declarações do presidente causam-nos preocupação e indignação, pois sinalizam retrocesso na legislaçãoe na garantia de direitos conquistados pela sociedade brasileira”, ainda não pensa em reassumir seu mandato Senado Federal, deixando o governo descoberto politicamente na Casa da Cuia Emborcada do Congresso Nacional, pois seu suplente Sibá Machado um dos mais aguerridos defensores do governo Lula naquela Casa, não pensa
em sair de cena, sendo obrigado a passar um bom tempo pescando no rio Acre, pelo menos até 2010.
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CULTURA NEGRA
Será no próximo dia 12 de dezembro, às 19 horas, no Memorial do Rio Grande do Sul, Praça da
Alfândega, s/n, em Porto Alegre, o local em que a Coordenadoria Estadual da Mulher do RS e
o Museu Antropológico do RS – MARS estarão realizando o lançamento do livro “MULHERES DO RIO GRANDE DO SUL: DIVERSIDADE”, cuja edição traz o capítulo Mulheres Afro-Gaúchas: Negritude à Flor da Pele.
A publicação é resultado do Termo de Cooperação entre o MARS, instituição da Secretaria de
Estado da Cultura – Sedac – que visa recuperar, proteger e preservar as múltiplas faces do caleidoscópio étnico gaúcho – e a Coordenadoria Estadual da Mulher, ligada ao Gabinete do Governador do Estado do RS – que tem a finalidade de assessorar, assistir, apoiar, articular e acompanhar as ações voltadas às mulheres, inclusive monitorar as políticas públicas para as mulheres negras.
O livro é o primeiro de uma série que pretende resgatar a história, memória e tradição de mulheres pertencentes as mais de 40 etnias que formam a identidade gaúcha.
Respeitando a voz das mulheres negras, a equipe do Núcleo de Pesquisa das Etnias Africanas do MARS ouviu 30 mulheres afro-gaúchas para a produção do capítulo.
O texto soma-se aos muitos levantamentos que vêm sendo feitos pelas próprias mulheres negras no Estado: lideranças negras, das mais variadas áreas do conhecimento, que exaltam a negritude para participar ativamente da sociedade. E, principalmente, a edição vem abrir caminho para a divulgação da história do Rio Grande do Sul, também do ponto de vista das mulheres negras.
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ASAS SOBRE A ÁFRICA
A Ocean Air empresa que realiza vôos para diversas cidades brasileiras e tem demonstrado muita atenção com os seus passageiros, além de oferecer muito mais que um biscoitinho envelhecido no serviço de bordo, estará a partir de março vindouro, estendendo seus vôos de São Paulo para alguns países africanos, atingindo numa primeira etapa, Luanda, em Angola, e Lagos, na Nigéria.
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DIVERSIDADE PARA VALER
A Comissão Intersecretarial de Monitoramento e Gestão da Diversidade – CIM-DIVERSIDADE – órgão da Secretaria Municipal do Trabalho, comandado pelo jornalista Dojival Vieira, concluiu com sucesso junto a entidades empresariais, sindicais e do terceiro setor o processo de criação do “Selo da Diversidade no Trabalho – Cidade de São Paulo – 2007”, cuja adoção foi efetuada através de Decreto assinado pelo prefeito Gilberto Kassab,decreto que tem como objetivo superar a discriminação contra negros e mulheres no mercado de trabalho.
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DESCANSE EM PAZ
Encerro estas linhas com a triste notícia da perda aos 98 anos, de Henrique Antunes Cunha, jornalista, baluarte na luta pela preservação da história e cultura negra brasileira, que faleceu no Hospital do Servidor Público Estadual, em São Paulo.
Fundador da extinta Associação Cultural do Negro, onde o conheci nos anos 60, pai de Henrique Cunha Junior, historiador e lente da Universidade Federal do Ceará, do arquiteto e engenheiro Jorge Antunes Cunha, radicado no Canadá, da estilista e produtora de moda Maria Luiza Cunha, mãe da minha filha Cláudia Renata, também residente no Canadá e bisavô da minha neta Geórgia Louise Cunha Morales.
Ao lado do militante histórico da Frente Negra Brasileira José Corrêa Leite, foi um dos fundadores do Clarim da Alvorada, um dos veículos precursores da imprensa negra brasileira.
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Antonio Lúcio