DIREITOS HUMANOS EM CABO VERDE
A Comissão Nacional para os Direitos Humanos e a Cidadania (CNDHC) da República de Cabo Verde (África), histórica parceira da Rede Estadual de Direitos Humanos do Rio Grande do Norte (REDH-RN), no Nordeste do Brasil, para a construção da Rede Lusófona de Direitos Humanos, estreou em dezembro seu portal, que é possível visitar no endereço http://www.cndhc.cv. O site será um dos próximos agraciados com o Selo Direitos Nota 10, um reconhecimento da DHnet – Rede Direitos Humanos e Cultura (o portal com o maior e mais completo acervo de dados e informações sobre direitos humanos e cidadania em língua portuguesa) às melhores páginas web sobre direitos da pessoa em português.
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PAULISTANOS TEM SELO DIVERSIDADE
Em solenidade que reuniu lideranças empresariais, instituições negras e organizações de mulheres, a Secretaria de Trabalho do município de São Paulo, apresentou a sociedade paulistana o Selo Diversidade no Trabalho – Cidade de São Paulo, evento realizado em parceria com o Sindicato dos Comerciários que contou com a presença do secretário Gilmar Viana, Caio Magri, do Instituto Ethos de Responabilidade Social, Maryluci Farias, da Coordenadoria da Mulher, Flávio Taiolli, do IBD – Instituto Brasileiro de Diversidade, Marica Leporacci, representante da ministra Nilcéa Freire, Maryluci Farias, da Coordenadoria Estadual da Mulher, organizado pelo jornalista Dojival Vieira, coordenador e incentivador da adoção do Selo, cuja instituição foi realizada através do decreto n. 47.911, assinado pelo prefeito Gilberto Kassab. O empresário Nelson Kheirallah, das Camisarias Colombo – empresa pioneira na adoção da política de cotas – disse que os resultados da inclusão de negros nos seus quadros são extremamente positivos e fez um apelo para que as empresas façam a adesão ao Pacto.Estiveram presentes representantes de grandes empresas como a Bovespa, o Banco Real, a IBM, Pão de Açúcar, Serasa, Camisarias Colombo, Fersol, Supermercado Futurama, Femsa – Cerveja Brasil, Multiart, Hope, Sherry Williams e Companhia Metropolitana de S. Paulo – Metrô, além de personalidades da sociedade civil como Frei David Raimundo dos Santos, da Rede Educafro, Marcos Aguiar, da ONG Opção Brasil, que trabalha com índigenas residentes na capital, Paulo Illes, do Centro de Apoio ao Migrante, Marco Antonio Zito Alvarenga, conselheiro da OAB/SP, Oriana Jara, da Presença da América Latina, representantes do CEERT e Berenice Kikuchi, classificada em segundo lugar no Prêmio Empreendedor Social, e o cartunista Mauricio Pestana. “O Selo é um instrumento para a construção de uma cultura de paz na cidade de S. Paulo, na medida em que, valorizar a diversidade é respeitar as diferenças”, afirmou o jornalista Dojival Vieira.
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MULHERES AFRICANAS
No Espaço Cultural Banco Central do Brasil está sendo apresentada, até 16 de fevereiro, a exposição “Mulheres Africanas”, com fotografias de Celso Bayo, brasileiro que reside há 20 anos nos Estados Unidos, resultado de suas clicadas durante quatro meses em Uganda, Etiópia, Tanzânia, e Quênia.
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RIO TERRA DE NINGUÉM
A ex-senadora Heloisa Helena (PSOL) e o ministro Gilberto Gil (PV), acreditam e sonham poderão pacificamente as eleições para a Prefeitura do Rio de Janeiro, em 2008 e sonham com a possibilidade de serem eleitos, como se os cariocas fossem alienados políticos e não contassem com nomes expressivos como o de Benedita da Silva ou Francisco Dornelles para a disputa do pleito.
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CECULADINE/ARARAQUARA
A Universidade Estadual Paulista-UNESP designou no último dia 19, a Comissão encarregada de criar, elaborar propostas, definir competências e atividades do Centro de culturas e Línguas Africanas e da Diáspora Negra (CECULADINE) das Faculdades de Ciências e Letras -Campus Araraquara, que será presidida pelo Prof. Dr. Dagoberto José Fonseca, coordenador geral e executivo do Núcleo Negro da UNESP para Pesquisa e Extensão (NUPE) e integrada por alunos de graduação, pós-graduação do Brasil e de países africanos (Angola, Cabo Verde e Guiné-Bissau, representante da Prefeitura Municipal e docentes de diferentes departamentos da referida Faculdade. A Comissão que está aberta ao diálogo com diferentes instituições acadêmicas, culturais, artísticas governamentais e não governamentais, já conta com proposta de pesquisas científicas e projeto arquitetônico que será construído no Centro Cultural “Prof. Waldemar Saffioti” na cidade de Araraquara e visará constituir acervo material, biblioteca/hemeroteca digital, ambientes de audio-visual, oficinas, cursos, pesquisas, espaço de cultura imaterial. O professor Dagoberto Fonseca ressalta que a diáspora negra aqui referida é aquela constituída pela população africana acerca de 150 mil anos atrás, segundo Cheik Anta Diop, Joseph Ki-Zerbo e outros estudiosos. O Centro guardará a memória e o legado pioneiro do ilustre afro-brasileiro Mário de Andrade já que foi neste espaço, antiga Chácara de Pio Lourenço Corrêa, que este intelectual e literato escreveu “Macunaíma”.
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EMBRAPA EM GANA
A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – EMBRAPA, estatal governamental, apresenta no próximo dia 14 o seu escritório internacional na República de Gana, para oferecer aos agricultores daquele país africano suas experiências e conhecimentos tecnológicos na área do acordo d o intercâmbio de
cooperação entre os dois países.
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GAIATICE DE SECRETÁRIOS ESTADUAIS
A gaiatice dos secretários estaduais de Cultura João Saiad, de São Paulo e Luiz Paulo Conde, do Rio de Janeiro, que quiseram ser mais realistas que o Rei, ignorando ou que não sabem dos compromissos de campanha dos governadores recém empossados com a comunidade negra dos respectivos Estados, foram obrigados a enfiar a viola no
saco e amargar suas primeiras derrotas nas decisões precipitadas de tentar extinguir órgãos ou coordenadorias encarregadas de traçar políticas para a cultura negra, assuntos afro-brasileiros ou políticas de promoção de igualdade racial. Além dos protestos da sociedade civil organizada levaram os primeiros puxões de orelha dos governadores José Serra e Sérgio Cabral.
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MOSTRA DE CINEMA DA CPLP
Até o dia 30 de março, em Ottawa, Canadá, está sendo apresentada a “Terceira Mostra de Cinema da CPLP – Mestres do Cinema em Língua Portuguesa”, na Universidade de Ottawa. O evento é realizado com a coordenação das Embaixadas de Angola e Portugal, no contexto das atividades do Grupo CPLP Ottawa, e com o Departamento de Línguas e Literaturas Modernas da Universidade de Ottawa, serão apresentados os seguintes filmes: “Deus e o Diabo na Terra do Sol”; “Dona Flor e Seus Dois Maridos”; “O Quatrilho”; “O Auto da Compadecida”.
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CADê?
Os índios, mais de 150 mil que habitaram o solo acreano, foram completamente dizimados na mini-série “Amazônia – De Galvez a Chico Mendes”.
“Exijo da possibilidade de viver plenamente a contradição da minha da minha época, que pode fazer de um sarcasmo a condição da verdade.”
Roland Barthes
“A minissérie global “Amazônia: de Galvez a Chico Mendes” pretende contar os cem primeiros anos da história do Acre. O primeiro capítulo transmitiu a idéia de que a história do Acre começou com a chegada dos nordestinos e que a fundação do Acre ocorre com Galvez. Há uma pergunta que não quer calar: cadê os mais de 150 mil índios, divididos em quase 50 povos, que moravam há mais de 10 mil anos no território que o branco passou a chamar de Acre?
O Acre é uma invenção do branco. Um branco do gênero masculino, de classe econômica abastada e de nacionalidade brasileira. A história que estamos vendo na telinha turva da Globo é uma representação midiatizada de um discurso marcado por efeitos de poder. Um discurso branco para entreter o próprio branco. (…) “Eduardo de Araújo Carneiro, professor de História, concludente de economia e acadêmico em Letras pela UFAC – Universidade Federal do Acre.

A acreana Glória Perez, autora de mine-série, deixou na história levada ao Ar na telinha, ao menos duas indiazinhas que sem dúvida alguma poderão ser literalmente canibalizadas pelo homem branco.
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Antonio Lucio