Vitória – A Câmara de Graduação da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES)vota nesta quarta-feira a proposta de cotas para negros e indígenas, em um clima de tensão que marca a mobilização convocada por entidades que lutam por ações afirmativas no Estado e a reação de grupos de estudantes de cursinhos particulares.
A proposta é reservar 52% das vagas, sendo 26% para negros 25% para alunos oriundos da escola pública e 1% para indígenas. Esse percentual é o levantado pelo último Censo do IBGE para pretos e pardos capixabas. Se aprovada, um aluno negro poderá escolher o critério de entrar pela escola pública ou na condição de afrodescendente.
Segundo a professora Miriam Cardoso, da Comissão Pró-Cota da Universidade e ex-Secretaria Municipal de Cidadania de Vitória, no período 1998/2004 a presença de negros na escola particular é insignificante, o que justifica a medida.
Ela avalia que dos 25 votos, apenas seis são certos, outros seis são contra qualquer tipo de proposta e os treze restantes são indefinidos. “São esses que nos apavoram. Não debatem, não abrem o jogo e no final fazem uma contra proposta (dita conciliadora) que nos derruba”, afirma.

Da Redacao