S. Paulo – Tadeu Augusto Matheus, o T. Caçula, idealizador e um dos coordenadores da Rua do Samba de São Paulo, disse que a Secretaria de Cultura do Estado está marginalizando os artistas de São Paulo, em especial os artistas negros, deixando-os de fora das comemorações organizadas pela Assessoria de Gênero e Raça para o Dia Nacional da Consciência Negra. “Essa é uma data muito importante para nós e estamos de fora”, afirmou.
No show organizado pela Secretaria de Cultura do Estado, na praça da Sé, no dia 20, com a presença de Martinho da Vila, segundo Caçula, apenas o rapper Happin Hood foi convidado. Ele disse que chegaram a acontecer reuniões com o assessor Leandro Rosa, nomeado pelo secretário João Sayad, porém, que “elas não deram em nada”. “É uma desconsideração com o nosso trabalho”, disse Caçula, que anunciou o lançamento de um manifesto dos artistas no dia 25 de janeiro e prometeu que estará na manifestação da Avenida Paulista para denunciar o descaso.
divisão
Rosa, também é apontado por produtores negros, que não quiseram se identificar de ter sido o principal responsável pela divisão das comemorações: enquanto a Prefeitura, por meio da Coordenadoria Especial de Assuntos da População Negra (CONE) realizará um mega Show no Campo de Marte, que está sendo organizado pelo produtor independente Addilson Almeida, a Secretaria de Cultura do Estado fará outro, na Praça da Sé, apenas para marcar posição.
A Rua do Samba existe desde novembro de 2.002 no Largo General Osório, região da Luz, centro de São Paulo, e acontece todos os últimos sábados de cada mês, com exceção de dezembro, reunindo até 5 mil pessoas.

Da Redacao